Brincadeira de faz de conta: quando as crianças entram nessa fase?
Por Rita Lisauskas 
 
De 2 a 5 ou 6 anos, as crianças entram nos jogos simbólicos. É quando tem início o interesse por brincar de escolinha, de casinha ou de super-heróis. Isso também é percebido quando elas manipulam objetos atribuindo a eles significados diferentes do habitual, como tratar um cabo de vassoura como um cavalo. Por isso, bonecas, carrinhos, fantasias e materiais de pintura são bem-vindos. É momento de cantar, dançar e imitar. “Os pequenos representam o pai e a mãe, simulam acontecimentos imaginários e brincam com as diversas situações que observam do mundo social adulto”, conta Adriana Friedman, doutora em Antropologia e mestre em Educação, especialista em brincar e infância.
 
Além disso, bolas, triciclos e bicicletas também são ótimas pedidas, por oferecerem desafios motores. Passeios ao ar livre em parques, contato com outras crianças e alguns animais, ida a museus, teatros e ateliês de arte devem integrar a programação familiar. Inclusive, no momento da escolha de onde ir, as crianças podem (e devem) ser consultadas, pois já conseguem justificar suas preferências. Também sabem o que não querem fazer. Essa fase é rica em aprendizados, segundo a pedagoga Maria Angela Barbato, coordenadora do Núcleo de Cultura e Pesquisas do Brincar da Pontifícia Universidade Católica (SP). “Além de aumento em suas habilidades cognitivas, há também amadurecimento físico, emocional, afetivo e social”, explica.
 
Quando chegam a 6 ou 7 anos, meninos e meninas já estão menos centrados em si e conseguem se colocar no lugar do outro. Ótimo momento para respeitar normas, cooperar e competir. Essa é a fase dos jogos de regras e exige que os participantes cumpram combinados e passem a considerar outros fatores que influenciam no resultado, como atenção, concentração, raciocínio e sorte. É possível, por exemplo, brincar junto com outros em atividades em que a coordenação motora e os sentidos estão combinados com habilidades intelectuais.
 
Diversas brincadeiras entram em cena nessa etapa, desde uma partida de futebol até uma de xadrez. Como precisam de desafios, os pais podem estimular com a iniciação aos esportes, as visitas aos museus interativos, a leitura de livros e os jogos de tabuleiros, onde há regras que precisam ser respeitadas para que o objetivo seja alcançado. “É o momento de aprendizado de valores, experimentação de relações e de vida em sociedade”, garante Adriana.
 
Vale destacar os jogos de construção, em que a atividade principal é utilizar diversos objetos para criar um novo. Essa fase não compreende especificamente um marco de idade, pois combina a capacidade de a criança fantasiar situações e manipular objetos para colocar seu pensamento em prática. Uma cidade com blocos de madeira ou um avião de sucata são bons exemplos. Aproveite cada etapa e divirta-se com seu filho!
 
 


Postado em 24/08/2015


Notre Dame
+ Notícias

atendimento
CENTRAL DE ATENDIMENTO
(13) 3579 1212
Unidade I - Av. Pres. Wilson, 278/288 - Itararé
Unidade II - Rua Pero Corrêa, 526 - Itararé
Unidade III - Cel. Pinto Novaes, 34 - Itararé