Praticar exercícios desde criança previne doenças no futuro

Pesquisa realizada pela UNESP com 2.720 adultos constatou que praticar exercícios físicos desde criança reduz em 66% o risco de desenvolver dislipidemia

por Malu Echeverria
 
O seu filho faz alguma atividade física? Saiba, então, que os benefícios da prática esportiva serão estendidos até a vida adulta. É o que constatou uma pesquisa realizada pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) realizada com 2.720 adultos, em oito cidades do estado. Uma das principais conclusões do estudo é que a prática de exercícios físicos apenas na idade adulta não previne a dislipidemia, doença que provoca alteração dos níveis de gordura no sangue – e atinge 16% da população brasileira. 
 
Os entrevistados foram questionados sobre a prática de atividades físicas na infância (7 a 10 anos), adolescência (11 a 17 anos) e idade adulta, e se haviam recebido o resultado de "colesterol alto", "baixo colesterol bom" ou "alto colesterol ruim" no último exame de sangue. Com base nas respostas, constatou-se que as pessoas que praticam esporte desde a infância têm 66% menos chance desenvolver algum quadro de dislipidemia na idade adulta. Além disso, observou-se ainda que começar a se exercitar após o diagnóstico não determina melhora da doença, se o paciente não tem um histórico de práticas esportivas.
 
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Mas por que é importante criar o hábito desde cedo? “Durante os exercícios, o organismo queima a gordura extra que ficaria acumulada na corrente sanguínea”, explica o professor Rômulo Araújo Fernandes, do Departamento de Educação Física da UNESP em Presidente Prudente, que conduziu a pesquisa. “Assim, estimula o ganho de massa muscular e, por consequência, previne a obesidade no futuro”, conclui.
 
Atividade x exercício
 
Antes, porém, de matricular o seu filho em diversos cursos esportivos, saiba que existe uma diferença entre exercício e atividade física. “Até os 12 anos de idade, o importante é brincar e se familiarizar com diversas práticas, da cama elástica ao andebol”, afirma Luiz Luiz Henrique Rodrigues, professor e coordenador da educação física e atividades complentares da Escola Castanheiras (SP). Oferecer os mais variados tipos de atividades físicas na infância, mas sem enfatizar a competição e com regras adaptadas aos pequenos, é a melhor maneira de a criança associar a prática a coisas boas. Só depois dessa idade é que a performance deve ser levada a sério e vai se transformar em exercício. “O movimento tem de ser uma fonte de prazer”, afirma Cláudio Fernandes, coordenador de educação física da escola Stance Dual em São Paulo. “Só assim há chances da criança, quando adulta, trocar o sofá para jogar bola com os amigos, por exemplo.”
 


Postado em 01/06/2012


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