Comportamento: a arte de colocar-se no lugar do outro
Há simpatia no mundo, mas falta muita empatia!
 
por Cristiane Parente de Sá Barreto*
 
“É só um jogo, embora eu entenda como você se sente”. Foi com essas palavras que Mathis, um garotinho português consolou um torcedor francês que chorava após a derrota da França para Portugal na final do Campeonato Europeu, em Paris, no último dia 10/07. A cena foi gravada e o vídeo tornou-se viral. Acesse aqui.
 
Em entrevista a um canal francês, Mathis disse que entende que as pessoas chorem por uma derrota e que apenas tentou consolar um pouco o francês com um abraço e algumas palavras, dizendo que o segundo lugar não é tão ruim assim.
 
Procurar entender como o outro se sente, tentar colocar-se no lugar do outro, buscar compreender uma situação sob outra perspectiva que não seja apenas a sua, abre portas para o entedimento, o diálogo, a conversa, o encontro em direção ao outro, a paz. Aprende-se sobre solidariedade, respeito. Reduz-se os níveis de agressividade, preconceito, intolerância, ignorância. Constróem-se pontes, refazem-se e solidificam-se relacionamentos.
 
Isso chama-se empatia! A palavra tem origem grega Empátheia (sentimento, padecimento), mas com o tempo tomou outro significado como a participação e o envolvimento de um indivíduo nos sentimentos e ideias de outro, compreensão profunda da situação de outra pessoa, identificação com o outro sujeito e suas emoções. Enquanto a simpatia é algo subjetivo, espontâneo, a empatia é objetiva, reflexiva. É uma escolha. Quem sofre com o outro e é capaz de compreender e mergulhar na situação e no contexto que esse alguém está vivendo, está tendo empatia por essa pessoa, não está sendo simpático.
 
Há simpatia no mundo, mas falta muita empatia! Se assim fosse, o vídeo em questão talvez não tivesse se tornado viral, porque já seria uma situação comum.
 
E empatia é algo tão importante que já existe em Londres o primeiro Museu da Empatia do mundo, baseado nas ideias do pensador cultural Roman Krznari. O objetivo é fazer uma espécie de revolução nas relações humanas a partir da empatia, fazendo com que as pessoas percebam o que é andar com o sapato dos outros ou enxergar através do olhar de outras pessoas. Para saber mais e experimentar em sua rotina um mundo menos individualista, veja aqui.
 
“Ser empático é ver o mundo com os olhos do outro e não ver o nosso mundo refletido nos olhos dele” (Carl Rogers)
 
*Cristiane Parente de Sá Barreto é Jornalista, Educomunicadora, Sócia-Fundadora da Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação (ABPEducom), Doutoranda em Comunicação e Pesquisadora do Centro de Estudos em Comunicação e Sociedade – CECS da Universidade do Minho, Bolsista da CAPES, Mestre em Educação pela UnB e em Mídia e Educação pela Universidad Autónoma de Barcelona. A profissional colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.
 
*Fonte: Gazeta do Povo - Quer saber mais sobre cidadania, responsabilidade social, sustentabilidade e terceiro setor? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom, Twitter: @InstitutoGRPCOM e Instagram: instagram.com/institutogrpcom 
 


Postado em 12/07/2016


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