Livros para jovens correspondem a quase 15% do mercado nacional

Presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros fala sobre aumento de vendas para público adolescente

por Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro
 
O mercado dos livros infanto-juvenis já não é mais o mesmo desde o fenômeno causado pelas histórias de Harry Potter. Esta é a conclusão de Sônia Machado Jardim, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel).
 
Em entrevista ao iG, ela conta que, só em 2010, foram vendidos 43 milhões de exemplares de livros voltados ao público adolescente. Somam-se a isso mais 26 milhões ao público infantil. Isso representa 14,27% do total de exemplares comercializados no ano passado no País. 
 
Apesar da média de leitura do brasileiro ainda ser pífia (menos de dois livros por ano), Sonia vê o cenário atual com otimismo. “São os jovens que estão impulsionando o mercado, além de serem os leitores do futuro. São cidadãos que já crescem com o habito da leitura”, afirma.
 
iG: Qual foi o maior feito dos livros de Harry Potter para o setor infanto-juvenil?
SONIA JARDIM: Foi a grande descoberta do mercado para um público que até então não recebia devida atenção. Esta porta quem abriu foi Harry Potter. O público jovem que lia era visto como bobão, nerd. Agora, quem não lê está fora dos grupos, fora dos assuntos do momento, não acompanha as ondas.
 
iG: Dá para traçar um perfil desse tipo de público leitor?
SONIA JARDIM: É um leitor que idolatra seus autores, que quer beijar, abraçar, segue nas feiras literárias, pede autógrafos. É misto de admiração e afetividade.
 
iG: Qual é a movimentação de mercado desse segmento?
SONIA JARDIM: Em 2010 foram vendidos 43 milhões de exemplares de livros voltados ao público adolescente, o que representa 8,89% do total. Outros 26 milhões de exemplares voltados ao público infantil, dando 5,38%. Depois dos livros didáticos, que são 45% do mercado nacional, os leitores jovens são a maior fatia do mercado literário do País.
 
iG: Mas ainda assim se lê muito pouco...
SONIA JARDIM: É verdade. A média nacional é uma vergonha. Tirando os livros didáticos, o brasileiro lê menos de dois livros por ano. Mas quero salientar que jovens lendo mais é uma amostra do que vem por aí. São eles que estão impulsionando o mercado, além de serem os leitores do futuro. São cidadãos que já crescem com o hábito da leitura.
 
iG: Thalita Rebouças ou Hilary Duff? A senhora aposta em um nome para herdar os fãs brasileiros de Harry Potter?
SONIA JARDIM: Não tem como saber (risos). O mercado agora está polarizado. Antes era fácil apontar um só nome e falar que ali estava o caminho do sucesso. Temos vários nomes. Veja pela saga “Crepúsculo”, é um negócio e tanto! É importante ressaltar, entretanto, que amor de jovem não dura para sempre. Isso abre caminhos para novidades o tempo todo. 
 
Fonte: iG Jovem


Postado em 05/06/2012


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