Sociologia no Enem: o que você precisa saber para gabaritar a prova
 É fundamental conhecer os textos básicos do pensamento sociológico;
especialistas também recomendam focar em Antropologia
 
* Por Eduardo Calbucci
 
Desde a mudança do formato do Enem, em 2009, as questões de Sociologia e Filosofia vêm ganhando cada vez mais espaço na prova. Atualmente, um terço do exame de Ciências Humanas envolve essas duas disciplinas (os dois terços restantes englobam História e Geografia). Essa tendência de valorização da Sociologia e da Filosofia parece-nos um caminho sem volta, pois, além do Enem, muitos outros vestibulares estão indo nessa mesma direção. Por isso, para ingressar numa boa instituição de ensino superior, é necessário ser capaz de fazer reflexões sociológicas e filosóficas.
 
Em relação à Sociologia, existem três conselhos básicos para o estudante que está interessado no Enem.
 
O primeiro é saber que muitas questões envolvem a competência de leitura de textos básicos do pensamento sociológico, no Brasil e no mundo. Assim, é fundamental demonstrar familiaridade com esse tipo de discurso, tanto em relação aos pensadores clássicos, como Marx, Weber e Durkheim, quanto a intelectuais mais modernos. Às vezes, a questão não pressupõe conhecimento prévio da obra desses sociólogos, mas, sem experiência de leitura desse tipo de texto, é muito difícil acertar a questão. Portanto, ler textos sociológicos consagrados é uma ótima forma de se preparar para a prova.
 
O segundo conselho é mais específico. Atualmente, das áreas que integram o que chamamos de Ciências Sociais, a que mais tem sido lembrada pelo Enem é a Antropologia. Daí que o conceito de cultura tenha uma grande relevância no exame. Discussões envolvendo diversidade cultural, apropriação cultural, choque cultural, aculturação e etnocentrismo são extremamente comuns. Por isso, o aluno deve ir para a prova dominando essas noções teóricas e sabendo aplicá-las à realidade brasileira e mundial.
 
O terceiro conselho vale para todas as disciplinas praticamente. Olhar as provas anteriores e estudar por elas costuma render bons frutos, pois os exames têm a tendência a seguir um padrão em relação aos assuntos mais cobrados, ao tipo de questionamento e ao grau de dificuldade das questões. Então, mergulhe nas provas de 2009 até 2015, que você não há de se surpreender com o exame de 2016.
 
Possui graduação em Jornalismo pela Universidade de São Paulo (1998), mestrado em Linguística pela Universidade de São Paulo (2003) e doutorado em Linguística pela Universidade de São Paulo (2007). É professor do Anglo vestibulares e co-autor do material didático de Português e de Sociologia do Sistema Anglo de Ensino. 
 
Fonte: UOL Vestibular 


Postado em 25/07/2016


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