26 carreiras que têm tudo para fisgar os jovens da Geração Z
Imediatistas, quanto antes esses jovens puderem entrar no mercado de trabalho
e colocar sua expertise à prova, mais motivados estarão
 
Camila Pati e Claudia Gasparini Claudia Gasparini, de EXAME.com
 
São Paulo - A definição de geração Z  surgiu a partir do termo “zapear”, que significa mudar as coisas de forma rápida e repentina, explica o consultor Gilberto Wiesel.
 
Nascidos depois de 1995, os jovens Z são nativos digitais e multifuncionais. Isso significa que estão acostumados a receber uma imensidão de informações e, consequentemente, vivem em um mundo de infinitas possibilidades.
 
Comparados aos seus predecessores, a geração Y, são mais críticos, exigentes e dinâmicos. “Sabem o que querem e, principalmente, o que não querem”, diz Wiesel. Mais empreendedores e com a criatividade latente, os jovens da geração Z tendem a procurar profissões que permitam ascensão mais rápida, de acordo com o especialista.
 
“Acredito que carreiras que demandam muito tempo para se chegar ao topo, como por exemplo a medicina, terão dificuldade em atrair essa nova geração imediatista”, afirma o consultor.
 
É que, segundo ele, quanto antes esses jovens puderem entrar no mercado de trabalho e colocar sua expertise à prova, mais motivados estarão. “Trabalhos que não tenham inovação, que são metódicos, também não vão atrair essa galera”, diz.
 
Mais consciente das questões ambientais e de seu papel na sociedade, a geração Z poderá dar mais valor às ocupações ligadas à sustentabilidade. Profissões atreladas ao mundo da tecnologia também seguem com força e atratividade.
 
Com a ajuda de seis especialistas, EXAME.com reuniu 26 carreiras que têm tudo para fisgar os profissionais do futuro. Navegue para conhecê-las.
 
Engenharia ambiental ou gestão ambiental
A análise integrada das questões ambientais, própria da engenharia ambiental, é uma atividade que deve atrair os jovens Z, segundo aposta do consultor Gilberto Wiesel, especialista no desenvolvimento de competências. “Percebo uma preocupação maior em relação ao meio ambiente. A geração Z tem mais consciência do seu papel na sociedade”, concorda Maurício Sampaio, coach de carreira. 
 
Ciências naturais
“Profissionais da área de ciências naturais podem trabalhar em escolas, ministrando disciplinas de ciências e meio ambiente ou ainda em planos e projetos de conscientização ambiental, elaboração de materiais didáticos e acadêmicos sobre o tema. “Se você pegar a grade curricular das escolas, já vai encontrar muita coisa sobre o tema de sustentabilidade e meio ambiente”, diz Maurício Sampaio.
 
Ecologia
O crescimento urbano desordenado fez surgir grandes aglomerações urbanas que crescem mais com o passar dos anos. “Ainda não temos soluções para as questões ambientais das megacidades”, diz Eline Kullock. Por isso, preservação e recuperação de recursos naturais e criação de espaços verdes em centros urbanos são atividades que podem atrair mais atenção da geração Z.
 
Nutrição orgânica
A popularidade crescente de programas de TV comandados por figuras como Bela Gil provam que a alimentação saudável está na ordem do dia. “O jovem valoriza a sustentabilidade e traz isso para a mesa”, explica o professor e especialista em comunicação Dado Schneider. Assim, profissões ligadas à nutrição orgânica têm tudo para se tornar cada vez mais populares no futuro.
 
Engenharia agrícola e de pesca
O crescimento populacional é uma realidade que vai demandar profissionais capacitados para o trabalho na produção de alimentos. O plantio e cultivo em regiões próximas às megacidades do futuro é uma atividade citada por Eline Kullock, especialista no estudo de gerações. “Com o trânsito caótico, o transporte de alimentos terá custo inviáveis”, afirma a especialista.
 
Engenharia hidráulica
A área é uma aposta do consultor Gilberto Wiesel. A geração Z já convive com a falta de recursos naturais, daí a maior consciência ambiental ser um ponto em comum entre esses jovens, como citam especialistas. Exploração, uso e gestão dos recursos hídricos são assuntos que ganham força com o passar dos anos e pedem soluções inovadoras e urgentes, o que pode atrair mais interesse para o campo de trabalho.
 
Oceanografia
O estudo de ambientes aquáticos também pode ser atrativo para uma geração preocupada com questões ambientais. A preservação da fauna e flora de oceanos, mares, rios, lagos e zonas costeiras e a análise da composição de suas águas é um trabalho que pode ganhar mais destaque dentro de alguns anos, segundo Gilberto Wiesel.
 
Biotecnologia e biossistemas
“Por serem multifuncionais, os jovens da geração Z têm uma rapidez fantástica para lidar com muitas coisas ao mesmo tempo”, diz Gilberto Wiesel. O caráter multidisciplinar de biotecnologia e biossistemas tem tudo a ver com isso. Com a possibilidade de atuar em diversos setores, como o agrícola e industrial, este profissional combina estudos de biologia, química, física, estatística e informática para desenvolver técnicas ou produtos nas áreas química, de saúde, de alimentos e ambiental.
 
Engenharia de energia
Se a produção de alimentos é desafio, sistemas de geração, transporte, transmissão e distribuição de energia (sobretudo limpa) também são. O trabalho com fontes renováveis como energia hidrelétrica, solar ou eólica se apresenta como caminho mais atraente. “O estudo de novas fontes de energia também é muito promissor e a geração Z deverá ter êxito nessa área”, diz Maurício Sampaio, orientador profissional.
 
Design de jogos
Criar e desenvolver jogos eletrônicos para as mais diferentes plataformas é uma aposta de atividade profissional atrativa para a geração Z, segundo Gilberto Wiesel. E a atividade vai muito além do entretenimento puro e simples. Se as escolas já se renderam aos jogos educativos, executivos, também há algum tempo, utilizam jogos não só nas salas de descompressão, mas também como ferramenta de diagnóstico e melhora de desempenho profissional.
 
Empreendedorismo ou trabalho em startup
Assim como a Y, a geração Z tende a recusar modelos tradicionais de trabalho, afirma o professor Dado Schneider. Por isso, é natural que se interesse pela ideia de criar sua própria empresa. Outra possibilidade é atuar em startups. “Empresas que estão começando permitem que cada um participe bastante, dê sua cara para o negócio, o que faz brilhar os olhos do jovem”, explica Martina Zago, gerente da consultoria Randstad.
 
Desenvolvimento de software
“É uma área que tem sido bastante sedutora para uma geração que é fluente em tecnologia”, diz Eduardo Bahiensi, sócio- fundador da Controller Education, empresa especializada em desenvolver soluções tecnológicas para a melhoria da educação. Por lá, diz ele, 80% dos funcionários são jovens. O caráter empreendedor da geração Z, destacado pelo consultor Gilberto Wiesel, tem sido muito proveitoso para a empresa, segundo Bahiensi.
 
“Desenvolvemos um aplicativo (App to Class) que é gratuito e que permite compartilhamento de conteúdo entre professores e alunos, por ideia e iniciativa dos jovens da nossa equipe”, diz. Segundo ele, para colocar o projeto em prática foi criada uma espécie de startup que tem sido incubada dentro da própria Controller Education.
 
Engenharia e ciência da computação
"Queridinha" da geração Y, a área de TI é ainda mais atraente para a geração Z, nativa digital por excelência. “Por serem mais criativos, os jovens Z deverão procurar profissões que possam proporcionar o desenvolvimento e implementação de seus projetos”, diz o consultor Gilberto Wiesel, que destaca o forte senso de empreendedorismo presente nesse grupo.
 
E-learning
A educação à distância vem se desenvolvendo de forma mais consistente e é um nicho de mercado que deve atrair a geração Z, muito mais acostumada ao aprendizado em ambientes digitais. Desenvolvimento de plataformas e conteúdo para educação à distância é outra aposta do consultor Gilberto Wiesel.
 
Computação gráfica
Profissões que não exigem faculdade, apenas cursos técnicos têm tudo para cair nas graças da Geração Z, segundo Gilberto Wiesel. “Penso que a característica mais marcante dessa geração seja justamente essa impaciência que tem com o tempo. Querem tudo para ontem e em alta velocidade”, diz.
 
Nesse contexto, o trabalho com computação gráfica para desenvolver projetos de animação, ilustração e vídeo surge como atrativo e com possibilidade de alcance mais rápido para os jovens profissionais.
 
Gestão de mídias sociais e marketing digital
Segundo Martina Zago, gerente da consultoria Randstad, a geração Z "nasceu" conectada às mídias sociais. Por isso, conhece muito bem o poder de comunicação das redes - e como atingir pessoas por esses canais. O mesmo vale para a área de marketing digital: a familiaridade com campanhas publicitárias na internet e com a dinâmica do e-commerce é um diferencial competitivo evidente para os mais jovens.
 
Diplomacia digital
A profissão ainda não existe, mas o professor Dado Schneider aposta que em breve ela fará parte do mercado de trabalho. “A geração Z é engajada, quer mudar o mundo, criar pontes, fazer política na internet”, diz ele. Na visão do especialista, o diplomata digital será uma espécie de especialista na mediação de conflitos em ambientes online. 
 
Gestão de negócios com foco em relacionamento humano
Para o orientador profissional, Maurício Sampaio, a gestão de negócios vai ficar cada vez mais focada nas relações humanas. Já Eline Kullock afirma que um tema que terá mais destaque em um futuro próximo está relacionado ao trabalho na modalidade de home office. “Com a questão da locomoção sendo crítica, como trabalhar e engajar funcionários à distância? São soluções que já estamos começando a explorar”, diz a especialista no estudo de gerações.
 
Direito digital
Exercida por poucos por enquanto, a área do direito que tem como foco normas, aplicações e relações jurídicas relacionadas ao meio digital é promissora e atraente para a geração Z, de acordo com Gilberto Wiesel. “Para desenvolver essa carreira, é preciso estar capacitado antecipadamente com algum curso na área de TI”, diz ele.
 
Analista de negócios júnior (sistemas)
De acordo com o professor Dado Schneider, a carreira de consultor reúne elementos tipicamente atraentes para a geração Z. “É uma ocupação caracterizada pela mobilidade, que permite que o profissional circule, transite entre núcleos diferentes de pessoas”, explica. “É um trabalho para quem não gosta de ficar na cadeira do escritório o dia inteiro”.
 
Gestão da inovação
O desejo de imprimir sua personalidade ao trabalho é um traço típico da geração Y - e também da Z. Consequentemente, diz Martina Zago, gerente da consultoria Randstad, carreiras ligadas ao desenvolvimento de novos produtos e serviços têm tudo para fisgar o jovem. “Esta geração quer fazer o que acredita ser o melhor, então pode se dar muito bem na área de inovação das empresas”, explica. 
 
Web design
Esta é mais uma atividade com possibilidade de atuação profissional sem necessidade de longos anos de formação acadêmica e com forte diálogo com a característica empreendedora da nova geração. “O que os jovens querem desde muito cedo é gerenciar sua própria empresa, através de sites, blogs, Facebook, etc. Vão vender seus produtos e ideias com ferramentas que conhecem e que são “a sua praia”, diz Gilberto Wiesel.
 
Engenheiro aeroespacial
A concepção e desenvolvimento de foguetes, veículos espaciais e satélites é desafiadora e estratégica e por isso pode ganhar mais destaque no futuro. “Também é uma profissão que tem tudo a ver com essa geração”, diz Gilberto Wiesel.
 
Nanotecnologia
Da medicina à computação, passando pelo agronegócio, a nanotecnologia é uma área de pesquisa e desenvolvimento que também dialoga com o futuro e com a geração Z, segundo o consultor Gilberto Wiesel.
 
Fisioterapia/ educação física (com foco na 3ª idade)
O envelhecimento populacional é assunto com que a geração Z terá que lidar. A questão exigirá soluções que, naturalmente, vão demandar profissionais qualificados. Uma possibilidade citada por Eline Kullock é o maior interesse por carreiras na área de saúde voltada para a 3ª idade, como a fisioterapia.
 
Arquitetura (voltada para 3ª idade)
Além da questão de saúde, um nicho de mercado para arquitetos também pode ganhar mais destaque no futuro, também por conta do envelhecimento populacional. “Será preciso pensar cada vez mais em como as megacidades vão conviver com os mais velhos, em relação a equipamentos, casas, para permitir que esta população tenha mais atividades”, diz Eline Kullock.
 
Fonte: Exame.com 


Postado em 03/10/2016


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