Obesidade infantil não é mais um problema estético. É preciso readequar a alimentação
Alimentação correta é o primeiro passo para uma boa qualidade de vida
e evitar problemas relacionados à obesidade
 
por Moisés Rosa
 
Hambúrguer, batata frita e muito refrigerante. Quem não gosta? É difícil resistir a esses alimentos e produtos que são classificados como altamente calóricos quando vamos a uma lanchonete. Mas, é preciso alerta neste quesito, principalmente com as crianças e os jovens. A obesidade não é mais um problema estético. A saúde deles pode estar comprometida com o consumo excessivo.
 
Os hábitos alimentares das crianças e jovens mudaram drasticamente nas últimas décadas. As frutas e legumes das refeições, que eram servidos durante o almoço e o jantar, foram substituídos por salgados, doces e outros alimentos.
 
A preocupação dos especialistas é que esta faixa etária entre 5 e 17 anos está deixando de lado a alimentação saudável nas refeições. Isso tem ocasionado os ‘quilinhos’ a mais, gerando sobrepeso ou até mesmo a obesidade infantil em um estágio mais avançado.
 
Um estudo do Ministério da Saúde, com estudantes de 12 a 17 anos, mostra que as frutas sequer aparecem na lista dos 20 itens mais consumidos e que 56,6% fazem refeição em frente à TV. A pesquisa aponta que entre os 20 alimentos mais consumidos pelos adolescentes brasileiros, os refrigerantes estão entre os seis primeiros, à frente das hortaliças. As frutas sequer aparecem na lista.
 
A pesquisa revela ainda que 17,1% dos adolescentes de 12 a 17 anos estão com sobrepeso. Já 8,4% dos jovens avaliados estão obesos, com predominância de meninos.
 
Acompanhamento
Para a nutricionista Alessandra Lopes Soares, do NAIS/Viver Bem hoje (Núcleo de Atenção Integral à Saúde), a alimentação correta é o primeiro passo para uma boa qualidade de vida e evitar problemas relacionados à obesidade.
 
A especialista explica que há uma transição na alimentação de alguns anos para cá, com mudanças nos hábitos. “O que temos visto é uma transição nutricional. Antigamente nós tínhamos uma variedade alimentar muito maior, com frutas e legumes e agora está se usando muitos produtos industrializados, que possuem açúcar e gordura. Isso pode ocasionar problemas com o uso excessivo”.
 
Os primeiros sinais para a criança e o jovem que está acima do peso são dificuldade para executar as atividades físicas, falta de ar, problemas hormonais, colesterol alto, entre outras doenças.
 
“Muitas vezes não está relacionada apenas com o peso. Ela [obesidade] pode apresentar características de não comer frutas e alimentos saudáveis, é preciso ter atenção. Estimulamos a alimentação com frutas, legumes, integral, a fibra que dá saciedade. Nesta fase, demanda muitos nutrientes para o crescimento da criança”, diz a nutricionista.
 
Criatividade 
Para a inserção de alimentos no cardápio, a especialista sugere que os responsáveis sejam criativos e usem técnicas para apresentarem pratos atrativos. “Trazemos a degustação para o paladar das crianças. Algumas têm bloqueios e tentamos associar com outros tipos de alimentos, o que acaba facilitando, como por exemplo, em um suco e deixando o prato mais colorido. Nesses casos, o sabor nem é observado”, explica Alessandra Lopes Soares.
 
A nutricionista lista os alimentos e produtos que são vilões para a boa refeição. “O refrigerante, a bolacha recheada não são nada saudáveis, pois possuem muita gordura. Os salgadinhos, os lanches de fast-food, são alimentos que na correria os pais acabam comprando por falta de tempo e querem agradar as crianças e os jovens”.
 
“A criança acima do peso fica com disposição afetada para atividade física. Ela não brinca tanto e quer desistir. É possível comer doce, mas a base precisa estar equilibrada”, conclui.
 
Fonte: RMVale e Litoral Norte - notícia adaptada. Publicada em 31 de Outubro de 2016. 


Postado em 01/11/2016


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