Cadê o bebezinho fofinho da mamãããe?
Falar no diminutivo, fazer voz de criança, com manha... Será que falar com as crianças
daquele jeitinho fofo que todo mundo conhece é a forma certa?
 
Verdade seja dita, todos os adultos, quando seguram um bebê, costumam falar com a voz fina e infantilizada. Afinal, fica difícil conversar “normalmente” com aquele ser tão pequeno (e fofo) nos braços, não é mesmo? É… A gente entende!
 
Mas logo a criança cresce e (verdade seja dita de novo) alguns adultos tendem a manter esse modo de falar. Assim, acabam abreviando palavras ou criando jeitos mais fáceis de pronunciá-las.
 
A questão é que provavelmente os pais não param para pensar se isso atrapalha o desenvolvimento da fala dos pequenos. Será que existe um jeito correto de falar com um bebê? Como agir no momento em que as crianças maiores começam a se comunicar com palavras?
 
Para quem ficou com a pulga atrás da orelha, separamos algumas dicas sobre como conversar e estimular o bebê e como ensinar os pequenos que já estão arriscando suas primeiras palavras, além de contar os erros mais comuns que nós, grandões, cometemos.
 
Papinho de bebê
 
Vários especialistas defendem e até recomendam que se mude a entonação de voz na hora de conversar com o bebê, pois isso ajuda a construir uma ligação mais afetiva com ele.
 
Isso é tão certo que, em todas as culturas e em todos os idiomas, existe um jeito infantil de falar. O problema é que, depois, acaba ficando difícil abandonar o tatibitate – que é esse jeitinho de dizer as palavras da forma errada.
 
“Até que a criança tenha domínio dos fonemas e de algumas palavras, pode usar diminutivo e alongamento de palavras. Após a fase de aquisição de linguagem, é importante que falemos em ritmo e modulação mais adequados, utilizando uma tonalidade menos infantil”, alerta a fonoaudióloga Alessandra Garcia.
 
A especialista dá uma dica importante sobre a maneira mais adequada de “conversar” com os bebês. “Fale sempre olhando nos olhos e articule bem as palavras. Use bastante modulação na voz, para permitir uma interação maior”, explica.
 
Quando eles crescem
 
A partir dos 6 meses de idade, a criança percebe que pode se comunicar por meio de sons. Quando ela faz um barulho, os pais respondem. Esse é o estímulo para que comece a desenvolver, aos poucos, o entendimento das palavras e seus significados.
 
Pouco antes de completar 1 ano, arrisca “mamá”, “papá”, entre outras palavras. E, assim, ela vai avançando no caminho da comunicação. Nessa fase, os pais já devem ficar mais atentos ao modo como falam e pronunciam as palavras.
 
“Claro que toda criança tem um tempo de desenvolvimento, mas existe uma média de idade para alguns acontecimentos”, diz Alessandra.
 
Com 2 anos, a criança pode dialogar e formar pequenas frases. Até os 4 anos, já sabe usar melhor a linguagem e explicar as situações. E a pronúncia já é bem melhor, pois é capaz de articular corretamente todos os sons.
 
Depois dessa idade, se a criança apresentar alguma dificuldade, deve-se procurar um profissional da área, para avaliar se ela tem algum problema de audição.  
 
Agora que você já entendeu como ocorre o processo com os pequenos, conheça o que os pais geralmente fazem de errado e aprenda bons truques para estimular a comunicação.
 
7 erros comuns dos adultos
 
  • Quando seu filho disser uma palavra errada, tente não repetí-la. A melhor saída é dizer o modo certo, mas sem corrigir o pequeno. Apenas repita a frase dele com a pronúncia correta. Por exemplo, se a criança disser “Queio gute”, simplesmente repita “Você quer iogurte?”.
  • Abreviações não são boas práticas. Substituir chupeta por “pepê” pode parecer um facilitador, mas acaba fazendo a criança ter de aprender duas vezes o nome do objeto. Como ela aprende a falar com o adulto, o melhor é dar o exemplo. Caso seu filho tenha criado uma forma mais fácil de dizer alguma palavra, não há problema; não precisa corrigí-lo. Apenas lembre-se de falar sempre a maneira correta – aos poucos ele vai assimilar.
  • “Usar diminutivos e abreviações são válidos, porém não o tempo todo. O ideal é que a mãe não reproduza o erro dos filhos na fala dela e ensine a pronúncia correta. Por exemplo, se a criança fala ‘aga’ para ‘água’, a mãe deve sempre responder dando maior entonação à palavra correta: ‘você quer ÁGUA, filho?’”, diz Alessandra.
  • Melhor não adotar o tatibitate – a fala infantilizada que, muitas vezes, os pais usam e, com isso, acabam atrapalhando o desenvolvimento da linguagem infantil. Não troque as letras (como “eu telo”). A criança demora um pouco para conseguir pronunciar letras como o “r”, entre outras situações. Por isso, é importante que ela escute sempre a forma correta, para imitar.
  • Advinhações não ajudam. É muito comum a criança usar gestos no lugar da fala. Basta apontar um brinquedo, ou objeto, que os pais logo o pegam para ela. Isso atrapalha bastante o desenvolvimento verbal. Importante é perguntar à criança o que ela quer, mesmo que já tenha sido mostrado. Caso ela não queira falar, repita o nome do que foi pedido. “Você quer comer maçã?”. Isso serve de incentivo.
  • Interrupções, jamais! Tenha paciência com seu filho na hora em que ele for contar um acontecimento ou uma história. O pequeno provavelmente vai gaguejar e se repetir, pois ainda não tem o domínio do vocabulário. Nessa fase, o melhor é não interromper e deixar que ele conte do seu jeito. Ficar querendo adivinhar o que vem a seguir ou apressar a criança pode causar estresse.
Como estimular a fala corretamente?
 
  • “Converse” quando ele estiver a fim. Você quer se comunicar com seu bebê? Faça isso nos momentos em que ele estiver atento. Se ele estiver distraído com o choro, por exemplo, não vai prestar atenção em você.
  • Ensine no dia a dia. Para que ele aprenda os nomes de tudo, aproveite as situações cotidianas, pois, assim, as palavras ganham mais significado. Na hora do banho, por exemplo, ensine o que é braço, cabelo, perna, sabonete, espuma, água e assim por diante.
  • Pronuncie corretamente. Você pode variar o tom da voz, mas procure falar de maneira correta, para que a criança siga seu exemplo.
  • Cantem juntos. A música é um excelente meio de comunicação e consegue atrair a atenção da criança. Por isso, brinquem de cantar, principalmente canções de roda, que são simples e bem marcadas.
  • Leia para seu filho. O ritmo da leitura ajuda a criança a assimilar melhor as palavras. Não se incomode se ela pedir para você contar a mesma história centenas de vezes. Os pequenos gostam dessa repetição e não é raro que acabem decorando. Estimule-os a contarem a história sozinhos ou peça para completarem a sua frase.
  • Fale ao telefone. Pois é: o telefone pode ser um excelente instrumento para você ensinar seu filho a falar, pois todas as crianças gostam de brincar com tais aparelhos. Deixe que ele atenda uma ligação e tente se comunicar com a pessoa que ligou.
  • Estimule “conversas”. Antes de dormir, faça seu filho relembrar os acontecimentos do dia. Também peça a ele para contar a alguém o que aconteceu durante o passeio, por exemplo. Isso estimula a memória e o raciocínio lógico.
Bárbara Ferreira Leite é mãe do Dom, de 2 anos e 9 meses. Ela conta que nunca fala errado com o filho. “Desde sempre, procuro falar as palavras corretamente. Não uso excesso de diminutivos e não repito os erros dele”, afirma.
 
Bárbara acredita que essa é a melhor forma de seu filho aprender a falar: ouvindo os adultos de forma natural. E nada de dar apelidos.
 
“Quando falamos dos animais, por exemplo, digo passarinho e não ‘piu-piu’ ou cachorro e não ‘au-au’. Acho mais legal dizer os nomes certos e ver como a criança acaba inventado um jeito mais fácil de falar, até que consiga pronunciar direito. No começo, o Dom dizia ‘pá’, depois ‘pati’, até chegar em ‘peixe’”, lembra.
 
Fonte: Disney Babble 


Postado em 02/02/2017


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