Formando crianças leitoras
“Uma criança que tem idade para que alguém converse com ela,
já tem idade para que alguém leia para ela.” - Jim Trealease
 
Por Sandra Bozza* 
 
O que é Literatura? Afinal, porque é importante ler? O que ocorre quando não se lê?
 
Esses são questionamentos importantes e que precisam ser refletidos amplamente por aqueles que se preocupam em garantir aos seus filhos e netos o melhor nível possível de desenvolvimento intelectual, mental, e emocional.
 
Literatura é arte, portanto, forma de ver e de representar o mundo. Seu papel é alargar horizontes, permitir sonhos e dar a sensação de que tudo é possível, desde que se deseje realmente algo.
 
A arte não existe para ensinar, reproduzir ou para reprimir. Pelo contrário: a arte, em todas as suas manifestações, possibilita a constatação de diferentes maneiras de viver e pode também servir para criar ou transformar. Por isso se afirma que a função da literatura não é ensinar a obedecer ou reproduzir o que já existe.
 
Sua principal contribuição, além de prazer, talvez seja o de romper, subverter, propor, questionar, apresentar novos rumos e inusitados desfechos para as mais variadas situações. Assim, envolver-se com o texto literário é extrapolar os limites da narração, da história, da trama, da ficção. É conhecer e apropriar-se de horizonte diverso do nosso e, ao mesmo tempo, vislumbrar a possibilidade de desatar nós que na realidade não nos seria possível. É trabalhar, através de recursos essencialmente simbólicos, com mecanismos não exigidos no cotidiano viver.
 
Vivemos do trabalho e dos afazeres diários, mas sobrevivemos da magia, da esperança e da confiança que temos no nosso futuro e no futuro da humanidade. Necessitamos da literatura para não morrermos de cansaço, de tédio, de desilusão e de desgosto. Precisamos da literatura para suportar, de forma inteligente, a vida que nem sempre nos conforta nem nos recompensa.
 
Essa é a importância de se legar às gerações mais jovens de nossas famílias a competência leitora, o gosto pelo escrito, bem como um acervo de qualidade de histórias que o mundo inteiro já leu e continuará lendo até o fim dos tempos.
 
Suas futuras escolhas literárias serão determinadas pelas sementes de magia e emoção mais interessantes que foram plantadas na sua primeira infância por aqueles que a amam, que são responsáveis por seu desenvolvimento como um todo e se preocupam, de fato, com a criação de um mundo mais saudável e justo.
 
Se desejamos fazer o melhor pela educação de nossos filhos, é imprescindível levar-se em consideração o discurso de Emília Ferreiro no que se refere à leitura de histórias para crianças:
 
“Sabemos que os livros, contrariamente a outros objetos, podem estar nas mãos das crianças muito antes de serem leitoras autônomas. Ter “seus próprios livros”, sua pequena biblioteca antes dos 3 anos, é algo bem diferente de ter seus próprios brinquedos. Porque esses primeiros livros são a possibilidade certa de ter acesso ao prazer da leitura, antes de saber ler.
 
Estar rodeado de carinho, no colo de um adulto acolhedor, enquanto se escuta uma história que surge misteriosamente das letras. Escutar de novo a mesma história, essa que o adulto e a criança sabem quase de memória, e assistir a fascinação da repetição: a escrita fixa as palavras de tal maneira que não se desorganizam nem se confundem.”
 
Fonte: Revista Conhecimento Prático Literatura - Atualizado em 7 de fevereiro de 2017. 


Postado em 15/02/2017


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