Como falar sobre sentimentos com meu filho?
 
Por Katia Negri
 
Você já ouviu seu filho bater a porta do quarto e sentiu dificuldade para conversar com ele? Se a sua resposta foi sim, saiba que essa situação pode ser bastante comum, e que, assim como você, existem outros pais em busca das melhores estratégias para se aproximar e conversar sobre sentimentos com seus filhos. Muitas vezes não é fácil, e nós, pais, ficamos muito chateados quando sentimos que fracassamos na comunicação com eles, mas existem alguns cuidados que podem ajudar, e vamos falar sobre eles logo mais!
 
Mas, antes disso, vamos tentar entender por que algumas vezes torna-se tão difícil dialogar e saber o que se passa com nossos filhos. Até pouco tempo atrás eram pequenos, e nos contavam quando ralavam os joelhos durante o pega-pega e sabíamos o quanto o sabão era incômodo na hora de desinfetar o ferimento. Por que agora que estão crescidos não sabemos mais o que os incomoda, apesar de percebermos com clareza os sinais de que algo não vai bem?
 
Ao longo da vida, vamos descobrindo que, nem sempre é possível compartilhar nossos sentimentos com as outras pessoas, aprendemos que demonstrar tristeza pode ser visto como um sinal de fraqueza, por exemplo. Você já disse que estava tudo bem para aquele amigo de confiança, que notou algo diferente em você, e escondeu sua tristeza, frustração ou medo? Às vezes decidimos não falar, para não preocupar o outro, para não parecer fraco, ou ainda porque não sabemos como expressar o que sentimos em palavras.
 
Pois bem, nossos filhos estão no mesmo processo! Então, como podemos usar a chave certa para abrir a porta da comunicação com eles? Não existe receita, cada um de nós vai encontrando qual é a melhor maneira de fazer isso, mas sabemos que alguns cuidados podem ajudar e que algumas formas tendem a ser mais eficazes, então, vamos a elas:
  • Mostre-se disponível, mas não obrigue. Perguntas como: “Você gostaria de me contar o que está acontecendo?” podem ser mais interessantes nesse momento, do que dizer: “Me conte agora, o que aconteceu?” 
  • Mostre-se interessado nos sentimentos dele. Muitas vezes queremos saber o que aconteceu para tentar ajudar, mas falar sobre os sentimentos, antes mesmo de contar sobre a situação, pode aliviar o desconforto, e, depois disso, é possível que fique menos doloroso para ele contar-lhe o que está acontecendo! Pergunte: Como você está se sentindo?
  • Respeite o tempo dele. Sinalizar para a outra pessoa que, se ela não quiser falar agora, ela poderá fazer isso em outro momento, pode ser uma boa estratégia! Algumas vezes nós, pais, temos a certeza de que nossos filhos sabem que podem contar conosco, mas será que já dissemos isso a eles?
  • Procure não julgar. Sabemos que muitas vezes ouvir nossos filhos sem dizer: “Você não deveria ter feito isso!”, ou “Por que você não me disse antes?”, ou ainda: “Você está errado!” pode ser um grande desafio para nós! O fato é que, podemos trocar essas afirmações por perguntas, como: “Você acha que essa solução foi a melhor?” ou ainda: “Será que existem outras formas de resolver o problema?” Quando julgamos a ação do outro a tendência é que ele se afaste, e não queremos isso, não é mesmo?
  • Ao invés de falarmos o que deve ou não ser feito, vamos ajudá-lo a perceber quais são as consequências de cada ação. E as perguntas nesse caso podem nos ajudar bastante nessa tarefa.

E por fim, você sabia que as crianças podem desenvolver habilidades de comunicação desde pequenas, e, assim, quando ficarem maiores ou chegarem à idade adulta, estarão muito mais preparadas para enfrentar os desafios da vida?

Vamos juntos ampliar e aprimorar a comunicação com filhos, amigos, pais, irmãos…. Vamos investir em ações que contribuam para que a comunicação seja mais eficaz, fortalecendo nossas relações com aqueles que nos cercam!
 


Postado em 27/03/2017


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