Como ensinar as crianças a atuar com tolerância (em um momento de total intolerância)
Ter a capacidade de compreender, lidar com avaliações diferentes e
conviver com estas opiniões divergentes de modo respeitoso é fundamental 
 
by REDAÇÃO AVÉQ 
 
Brigas entre manifestantes, discussões acaloradas em redes sociais, amizades rompidas por questões políticas. O cenário recente de debate não só gera incômodos, mas mostra também a falta de tolerância no dia a dia do brasileiro. Nem as crianças passam incólumes, o que fica claro em brigas no recreio e piadinhas em sala de aula.
 
“As crianças têm sentido o efeito da crise e da polarização. Sentimos isso claramente em nosso dia a dia”, explica Marco Gregori, criador da rede viaE, método educacional cuja proposta é estimular competências e habilidades demandadas para o século 21, como empreendedorismo, tecnologia, colaboracionismo e a própria tolerância.
 
“Quando mais educação, maior a tolerância, que, muitos confundem, não é se adaptar ao que os outros querem, mas sim ter a capacidade de compreender, lidar com avaliações diferentes e conviver com estas opiniões divergentes de modo respeitoso”, explica Gregori.
 
Segundo ele, assim como a capacidade de pensar criticamente e de resolver problemas, a tolerância é essencial para os jovens que desejam estar preparados para a vida e as demandas do futuro.
 
E como desenvolver esta habilidade nas crianças? “Este é um ensinamento que passa pela educação focada em empatia, respeito, resiliência e pensamento crítico”, diz Gregori. “Por isso, a educação que traga não apenas elementos tradicionais, como matemática e gramática, mas também itens emocionais é a melhor opção”, completa.
 
Abaixo, Gregori sugere ao AVÉQ 6 dicas para promover a tolerância entre as crianças:
1. Dê o exemplo. Mostre que você – mãe, pai, avó, avô, tio, tia, padrinho, madrinha – pode lidar com opiniões distintas da sua, com maturidade e respeito.
2. Ensine que empatia é fundamental. Ajudar as crianças a pensar no que se passa na cabeça do outro, apoiá-las no ato de se colocarem nos sapatos alheios e entenderem que há lógicas distintas. Explique que é impossível ser o outro, mas o exercício de tentar, com certeza, é rico.
3. Lembre situações positivas de tolerância. Traga à memória dos pequenos casos em que eles lidaram com gente de posição diferente, sem estresse. Pode ser o amiguinho de outro time, o primo de outra religião, não importa: o que se busca é que ele tenha em mente uma lembrança positiva de um momento de tolerância
4. Fundamente no pensamento crítico. Ajude as crianças por meio da adoção da racionalidade. Pergunte se faz sentido que elas maltratem outras crianças por conta de questões políticas ou posições sobre o cenário econômico que são de seus pais. Ao pensar racionalmente, a resposta fica óbvia.
5. Contextualize e pacifique. A crise do Brasil é ampla. Não será resolvida por brigas e discussões. Explique e lembre isso aos pequenos e o incentive a ter uma posição construtiva.
6. Ensine a diversidade. O mundo está cheio de pessoas diferentes. Alguns são altos, outros baixos, alguns tiram notas boas outros nem tanto… A diversidade é uma coisa maravilhosa que temos em nossa sociedade. Valorizar isto é conservar seu direito de ser diferente e de expressar sua opinião. “Se todos adotarmos essa linha de raciocínio, teremos um ótimo começo”, finaliza Gregori.
 
 


Postado em 30/03/2017


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