Aprenda como ajudar crianças e adolescentes a estudar redação
Habilidade de escrever bem vem com o hábito, portanto, pratique! 
 
por Christiane Fernandes
 
Elaborar uma boa redação requer domínio do assunto a ser tratado, poder de síntese e conhecimento dos tipos de texto.
 
Para isso, deve-se construir o hábito da leitura, que traz dois benefícios enormes para crianças: vocabulário e repertório de temas gerais.
 
Mas também é importante saber o que ler. Se o seu filho está estudando para o vestibular, os temas das redações costumam ter conexão com o momento político-econômico-social do Brasil e do mundo. Ou seja, alguns assuntos são importantes, outros nem tanto.
 
Dentre os temas nacionais, estão reforma da Previdência, política de cotas, impeachment e reforma trabalhista. Eles devem ser lidos e entendidos pelo estudante. Já entre as pautas internacionais, estão em voga guerra na Síria, discussões da ONU, eleições americanas e China. O adolescente deverá ser capaz de compreender os impactos dessas decisões na nossa sociedade.
 
Na prática, mais do que ler sobre feminismo, por exemplo, seu filho deverá ser capaz de compreender os desdobramentos que este assunto tem nas diversas esferas de nossas vidas. Por que o movimento é necessário? Como tem sido a luta das mulheres por direitos iguais no trabalho? Como a educação pode ajudar a desconstruir a cultura do machismo?
 
Como disse no início da coluna, o poder de síntese também é fundamental. Afinal, há sempre um limite máximo de linhas a ser obedecido. Além de escrever dentro das regras propostas, resumir requer que o aluno consiga escrever com as próprias palavras algo que leu/aprendeu/discutiu."
 
Bom lembrar que a habilidade de escrever bem vem com o hábito. Quem quer aprender, deve redigir diariamente sobre diversos assuntos, adquirindo prática e fluência. Evidentemente, esse exercício deverá ser assistido. Alguém deve sempre ler e observar se o texto está coeso, claro e estruturado.
 
É fundamental que, depois de receber as orientações, o adolescente retorne à redação para fazer as devidas correções. Um adulto não deve fazer essa tarefa por ele. Quando pais ou professores fazem o dever no lugar do aluno, ele jamais aprimora o próprio texto. Lembre-se: na prova, ele estará sempre sozinho.
 
Por último e não menos importante: ter o domínio dos tipos de redações. Sabemos que, geralmente, o Enem e o vestibular da UnB cobram texto argumentativo/dissertativo, mas é necessário conhecer todos eles, ok?
 
(Um parênteses para dar uma dica sobre o estilo argumentativo/dissertativo cobrada no Enem: essa prova exige que o aluno aponte soluções para o problema apresentado no tema da redação — tráfico de drogas, por exemplo. Um vício de todos nós é sempre colocar como solução apenas a melhoria do serviço público. A professora de redação Hayane Kimura alerta: “o poder público nem sempre ou pelo menos, em alguns casos, não é o único agente responsável pelo problema”. É preciso ser mais criativo e apontar outras soluções além do batido “a culpa é do governo”.)
 
Sobre o estilo de texto, a professora Hayane sugere: “Pesquise sobre a banca que é responsável por aquela prova, identifique a tipologia mais exigida e seja um especialista nela”.
 
Imagine o desastre, seu filho lê diariamente, domina vários assuntos estratégicos, sabe escrever sobre eles, mas, ao final, é eliminado por ter elaborado uma redação fora da estrutura exigida para aquela prova. Não, isso não pode acontecer!
 
Christiane Fernandes é pedagoga e psicopedagoga, especialista em dificuldades de aprendizagem pela Universidade de Brasília (UnB). É fundadora da Filhos – Educação e Aulas (www.filhosweb.com.br), empresa que atua na área de educação oferecendo aulas particulares em casa há 13 anos. Possui ainda MBA em Gestão Empresarial com Foco em Estratégia pela Fundação Getúlio Vargas.
 
Fonte: Metropoles - Artigo publicado em 23/05/2017.


Postado em 27/05/2017


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