Não é chilique: 9 situações que parecem mau comportamento infantil, mas não são
 
Nem tudo é manha. Muitas vezes o comportamento ruim das crianças é apenas uma resposta a fases do desenvolvimento ou uma reação às nossas ações e ao ambiente em volta delas. Se a gente souber reconhecer isso, vamos ter condições de agir de maneira mais efetiva e com muito mais compaixão pelos nossos filhos. Eis a lista das situações que parecem, mas não são chiliques:
 
1. Incapacidade de controlar impulsos
Você avisa para criança: “Não atira o ursinho!”, mas ela atira mesmo assim. Estudos científicos sugerem que o lobo frontal, a região no cérebro humano responsável pelo auto-controle, só acaba de se desenvolver completamente no final da adolescência. Desenvolver auto-controle é um processo lento e longo. Lembrar que nem sempre as crianças são capazes de administrar seus impulsos simplesmente porque seus cérebros ainda não estão completamente desenvolvidos pode nos ajudar a reagir de uma maneira mais leve ao comportamento delas.
 
2. Super estimulação
Nós levamos as crianças ao supermercado, parquinho e natação - tudo em uma mesma manhã. A resposta deles: chiliques, hiperatividade e falta de cooperação. Horários apertados e muita coisa na agenda é o padrão de quase todas as famílias hoje em dia. As crianças acabam acumulando estresse por causa de tanto estímulo, tantas possibilidades de escolha, brinquedos e atividades. Especialistas em educação infantil asseguram que o comportamento das crianças melhora drasticamente quando elas têm tempo suficiente para descansar, brincar e também para não fazer nada. 
 
3. Necessidades básicas
Com certeza você já ficou nervoso simplesmente porque estava com fome ou perdeu a paciência fácil porque não dormiu bem na noite anterior. Crianças pequenas são muito mais abaladas por essas necessidades básicas do que nós adultos. Cansaço, sede, saúde debilitada. Repare como o seu filho está diferente uma hora antes e depois da refeição, por exemplo, ou como o comportamento dele muda se está doentinho. Crianças pequenas ainda não são capazes de expressar perfeitamente suas necessidades básicas, ou simplesmente de resolver suas vidas “preparando um lanchinho” ou tirando uma soneca depois do almoço. 
 
4. Exteriorização de sentimentos grandes
Nós adultos já aprendemos como amenizar ou esconder sentimentos muito fortes. A gente tenta se distrair ou substituir a frustração por algum outro sentimento. Mas as crianças ainda não aprenderam isso e o sentimento acaba se manifestando com muitas lágrimas e gritos. Uma educadora da primeira infância, chamada Janet Lansbury, diz que os pais precisam “deixar que os sentimentos aconteçam”. Ou seja, ela sugere que os pais compreendam a necessidade da criança de gritar ou chorar.
 
5. Necessidade de se movimentar
“Sente logo aqui!”; "Pare de perseguir o seu irmão em volta da mesa!" ;“Large esse pedaço de papelão que você está usando como espada”; “Não pule do sofá!”. As crianças têm uma necessidade de se mexer quase o tempo todo, isso faz parte do desenvolvimento. Elas precisam passar algum tempo fora de casa, andar de bicicleta, de patinete, correr e cair, rastejar sob as coisas, saltar de coisas e correr em torno de coisas. Em vez de reclamar quando um filho estiver com energia sobrando, o melhor a fazer é arranjar um jeito dele gastar essa energia.
 
6. Para tornar-se independente
O filho de 7 anos reclama que está calor e quer usar um short, enquanto a mãe insiste que a temperatura exige calças compridas.  Crianças pequenas e as de idade pré-escolar sentem necessidade de tomar a iniciativa e agir por conta própria. Mesmo que seja irritante quando uma criança quer comer o tomate que ainda não está maduro, corta seus próprios cabelos ou fazer uma cabana com os seus 8 lençóis recém-lavados, ela está fazendo exatamente o que deveria. Ela está tentando realizar seus próprios planos, tomar suas próprias decisões e se tornando gradativamente independente.
 
7. Enorme necessidade de brincar
Seu filho pinta seu rosto com iogurte ou coloca os sapatos do papai em vez dos dele quando vocês estão com pressa? Alguns dos comportamentos aparentemente "inadequados" das crianças são o que John Gottman, um renomado psicólogo, chama de "deixas" para você brincar com eles. As crianças adoram uma palhaçada. Eles se deleitam com a conexão provocada pelo riso e amam novidade, surpresa e emoção. Brincar muitas vezes leva tempo extra e depende da agenda dos pais. Mas arranjar esse tempo de brincar ao longo do dia faz as crianças não precisarem implorar por isso - por exemplo saindo correndo na hora de escovar os dentes - bem naquele momento em que você está super atrasada para um compromisso.
 
8. Reação ao humor dos pais
Muitos estudos sobre “contágio emocional” revelam que é preciso apenas milésimos de segundo para que emoções como entusiasmo, alegria, tristeza, medo ou raiva passem de uma pessoa para outra. E isso geralmente ocorre sem que ninguém se dê conta. As crianças absorvem o humor dos pais. Se estivermos estressados, distraídos, cabisbaixos ou frustrados, as crianças imitam estes estados de ânimo. Quando estamos em paz e centrados, as crianças tomam isso como modelo.
 
9. Resposta a limites inconsistentes
Durante um passeio, você compra chocolate para o seu filho. Na próxima vez, no mesmo horário, você diz: "Não, porque esse chocolate vai atrapalhar o jantar", e seu filho grita e esperneia. Numa noite, você lê 5 livros para o seu filho, mas na outra noite você insiste que só tem tempo para ler um e ele chora por mais. A inconsequência dos pais em relação aos limites confunde as crianças e desencadeia frustração. O que se torna um belo convite para a reclamação, choro e gritos. Assim como os adultos, as crianças querem (e precisam) saber o que esperar. Regras e rotina dão segurança para as crianças, e  qualquer esforço para ser consistente neste sentido irá melhorar seriamente o comportamento das crianças.
 
Este texto é uma tradução adaptada do texto em inglês: "Not Naughty: 10 Ways Kids Appear to Be Acting Bad But Aren't".
 


Postado em 09/06/2017


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