Você está preparado para ser financeiramente independente?
Animados com a perspectiva de se formar e ganhar mais,
muitos jovens acabam se surpreendendo com a nova realidade financeira
 
SÃO PAULO - Você é jovem, cheio de energia e acredita que tem a resposta para todos os problemas que afligem o mundo? Com a graduação cada vez mais próxima, você está seguro de que a vida de formado será infinitamente melhor do que a de estudante?
 
Para quem respondeu afirmativamente às duas perguntas, vale a pena reforçar que, com estas realizações, surgem também novas responsabilidades. Sem dúvida, a maior delas é a necessidade de se sustentar sozinho, ou seja, de se tornar financeiramente independente. Mas será que você está realmente preparado para isso?
 
Mesmo que ainda esteja longe de se formar, sem dúvida vale prestar atenção a alguns temas considerados os maiores desafios para quem busca alcançar sua independência financeira.
 
Impostos pesam mais do que você imagina!
Mesmo que já esteja trabalhando, antes mesmo de se formar, é bastante provável que esteja contratado como estagiário e que tenha rendimentos abaixo da faixa de isenção do imposto de renda.
 
Em outras palavras, imposto de renda é algo que você sabe definir, mas nunca efetivamente sentiu seu peso. Pois bem! A maioria dos recém-formados se anima com o fato de que irão receber um salário maior, mas se esquecem de que, como funcionários registrados, deverão arcar com várias deduções sobre o salário, que podem pesar muito no holerite.
 
Muitos se animam com o maior poder de compra, acesso a um limite mais alto de cartão de crédito e cheque especial, e acabam não planejando seus gastos, esquecendo-se que existe muita diferença entre salário bruto e líquido!
 
Com a independência, surgem novos gastos
Como estudante você conta com muitas vantagens. Dentre elas, podemos citar o pagamento de meia-entrada em vários eventos e situações. Não são raros os jovens que, animados com a formatura, buscam sair de casa, mas não têm idéia do quanto economizam morando com os pais.
 
Em geral, no planejamento das contas a maioria se concentra nos gastos com aluguel, mas se esquece que o inquilino também tem que arcar com o pagamento do condomínio e do IPTU. Isso sem falar que, no Brasil, os imóveis, na grande maioria, não vêm mobiliados. A menos que seus pais estejam dispostos a abrir mão da sua cama, é preciso investir alguma coisa na compra de mobiliário, eletrodomésticos e eletrônicos.
 
Ainda que possa parcelar estas compras, e que elas sejam consideradas investimentos, devem se encaixar no seu orçamento de alguma forma. E ainda nem falamos dos outros gastos com luz, telefone e serviços, como conexão de internet, TV a cabo etc.
 
Não é de surpreender, portanto, que a grande maioria dos jovens opte pela divisão do imóvel com pelo menos um amigo. Mais do que companhia, trata-se de uma questão de sobrevivência orçamentária!
 
O preço de ser jovem
Um dos problemas enfrentados pelos jovens que buscam a sua independência financeira está relacionado com o fato de que perdem o status de dependência em vários produtos financeiros.
 
Você dirige o seu carro mas, como mora com seus pais e de vez em quando eles também dirigem seu veículo, provavelmente não foi incluído como o principal motorista. Porém, agora vivendo sozinho não há como "camuflar" a realidade de que é você quem dirige o carro na maioria das vezes. Infelizmente ser jovem custa caro quando o assunto é seguro de carros, e você pode acabar se surpreendendo com isso.
 
O mesmo vale para os seguros de saúde. Não são poucos os casos de jovens que seguem como dependentes dos pais por vários anos, mas que, eventualmente, são forçados a contratar uma apólice individual, o que não sai barato. Ainda que a empresa onde você vai trabalhar possa oferecer um seguro-saúde como benefício, é provável que isso implique em algum tipo de compartilhamento dos gastos.
 
Muitos proprietários não se sentem muito confortáveis em alugar o seu imóvel para um grupo de jovens. Em garantia acabam exigindo, por exemplo, depósito caução de alguns meses ou, no mínimo, a contratação de um seguro de aluguel. Nestes casos, ter fiador muitas vezes não basta.
 
Crédito não é de graça
Para quem levantou financiamento estudantil, é preciso planejar a quitação. Ainda que os juros oferecidos sejam mais atrativos do que a média do mercado, isso não significa que não haja incidência de juros.
 
E, como bem deve saber, quanto mais tempo você demorar para quitar sua dívida, mais terá que arcar com juros: é uma destas situações em que empurrar com a barriga não vale a pena. Não cometa o erro de levantar uma nova dívida para quitar outra mais antiga, pois é provável que, em pouco tempo, você perca o controle da sua situação financeira.
 
Por mais jovem que você seja, vale lembrar que é agora que está fazendo o seu histórico de crédito. Um bom histórico pode significar maior facilidade para, no momento certo, financiar a sua casa própria. Por outro lado, erros da juventude podem custar caro ao seu histórico de crédito, e dificultar o acesso a recursos importantes para a sua vida adulta.
 
Agora é hora de poupar
Engana-se quem pensa que, por ser jovem, não precisa pensar no futuro ou poupar. Na verdade, quanto antes você começar, melhor! Por mais que pareça difícil de acreditar nisso, é agora, quando você ainda está começando a se tornar financeiramente independente e ainda tem vários sonhos de consumo reprimidos, que é fácil cortar gastos e economizar.
 
É bem verdade que, à medida que crescer profissionalmente, irá ganhar mais. Mas, provavelmente este crescimento será acompanhado de uma mudança no seu padrão de consumo e de uma menor flexibilidade para cortar gastos. Caso não consiga investir, pelo menos aproveite para programar seus gastos, de forma que junte o suficiente para dar entrada no seu carro zero km, naquele computador novo que tanto quer...e financie uma parcela menor.
 
Para quem acabou se assustando com a perspectiva de se tornar financeiramente independente, a recomendação é que dedique um pouco do seu tempo de estudante para melhorar sua educação financeira. Saber planejar e controlar gastos certamente vai facilitar o alcance da sua independência financeira.
 
Fonte: InfoMoney 


Postado em 03/08/2017


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