A família é a primeira escola das emoções
É preciso permitir que as crianças vivam todas as emoções, que as reconheçam e as identifiquem
 
A família é a primeira escola das emoções. Esse é o título de um dos livros de Mar Romera, uma estudiosa de Educação Emocional. O livro trata das dificuldades mais habituais que os pais enfrentam na educação e na aprendizagem de seus filhos ao longo da infância e da adolescência, e oferece algumas propostas para melhorar as relações e os vínculos familiares.
 
A proposição de Mar Romera parece óbvia. A família é o primeiro vínculo social da criança. Tendo em conta que ela aprende de nós pais, é normal que reproduza nossas condutas diante das situações.
 
Durante muito tempo, e ainda hoje isso é bastante comum, fomos educados para ocultar determinadas emoções, consideradas negativas. “Que bobeira ter medo de altura!“, “Com tanta coisa pra sorrir, não sei por que está triste.“, “Sentir raiva é muito feito“. Foram sempre enaltecidas as emoções positivas.
 
O melhor presente para o desenvolvimento de nossos filhos é educá-los nas emoções. É preciso permitir que vivam todas as emoções, que as reconheçam e as identifiquem. Então, não deveríamos impedir que as crianças sintam tristeza, inveja, ciúmes, medo ou raiva. Essas emoções também fazem parte de nossa compreensão do mundo. A questão é como vivenciá-las.
 
Como pais deveríamos ter consciência da influência que exercemos sobre nossos filhos. Logo, deveríamos nos preocupar em desenvolver um equilíbrio emocional próprio, para que possamos ser o exemplo que queremos para nossos filhos. Em outras palavras, fomos ensinados a não demonstrar medos, mas, na realidade, deveríamos aprender a ver o medo como algo normal. Essa é uma emoção que carece ser administrada de tal maneira a evitar bloqueios que impeçam avançar em seus propósitos. Uma das formas de buscar o equilíbrio é mostrando-se humano a seus filhos. Fale de seus medos e demonstre que também os tem. Mostre que soluções encontrou para poder seguir adiante, mesmo que essa emoção esteja aí.
 
Uma das metas que você pode se propor na educação de seu filho é evitar os muitos “nãos” que não lhe permite educar nas emoções. “Não grite”, “não chore”, “não fique chateado”… esses contínuos “nãos” não possibilitam a identificação e a compreensão da emoção. Ao contrário, as sufoca.
 
Devemos ter a família como uma espécie de escola das emoções. Junto com os pais, as crianças deveriam aprender a administrar o que sentem e a expressar suas emoções.
 
 


Postado em 11/06/2018


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