Homeschooling: entenda a polêmica sobre o ensino domiciliar
 
Antes de qualquer coisa, você sabe o que é homeschooling?  O termo americano é usado para a modalidade de ensino que, na prática, é a educação escolar em casa. A ideia, ainda pouco popular no Brasil e que levantou polêmica nas últimas semanas - sendo notícia dos grandes veículos de comunicação -, é praticada em mais de 60 países por famílias que têm a preferência pelo ensino no lar, seguindo rotinas e metodologias que a criança teria no ambiente escolar.
 
Atualmente, cerca de 15 mil crianças no País têm a casa como a sala de aula e não frequentam o sistema de ensino padrão. As principais causas são o descontentamento dos pais com o sistema educacional, tanto público quanto o privado. Segundo a Associação Nacional de Educação Domiciliar (ANED), o homeschooling teve aumento de 916% entre 2011 e 2016 no Brasil. 
 
Entenda a polêmica
No último dia 12 de setembro, por 9 votos a 1, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu não legalizar o ensino domiciliar. E a partir disso, a Constituição Brasileira prevê somente modelos de ensino em que a matrícula em instituição de ensino é obrigatória, seja em redes públicas ou particulares. Isso passa a valer quando a criança atinge 6 anos de idade até o dia 31 de março do ano da matrícula. Apesar da decisão, os ministros não consideraram a modalidade inconstitucional e a prática pode ser admitida no País desde que o Congresso regulamente o método, o que não dificulta a aprovação de futuras leis sobre esse assunto. Mas a partir da decisão do STF, os pais que educam os filhos em casa, terão que matriculá-los na escola. 
 
Mas o que motivou o julgamento?
Tudo começou em 2011, quando o casal Moisés Dias e Neridiana Dias, optou por educar a filha de 11 anos por conta própria e a retirou da escola pública que frequentava na cidade de Canela, no Rio Grande do Sul. A justificativa era de que o método de ensino da escola não era adequado à garota, pelo fato de misturarem,  em uma mesma sala, alunos de diferentes idades e séries. 
 
Além disso, pelo fato da família ser cristã, o casal também queria manter a filha longe de assuntos sobre educação sexual, que surgiam, inevitavelmente, a partir da convivência com estudantes mais velhos. Outro terceiro motivo seria a crença no criacionismo, que acredita que os seres humanos foram criados por Deus e à sua semelhança e não como a teoria da evolução de Darwin.
 
A escolha feita por essa família chamou a atenção da comunidade local e se espalhou Brasil afora, levando à discussão, nas redes sociais e veículos de comunicação, o debate sobre a efetividade deste tipo de ensino em detrimento ao ensino tradicional.
 
Fonte: Assessoria de Imprensa - Colégio Notre Dame 


Postado em 21/09/2018


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