Ilan Brenman: "Não acredito em fórmulas"

O autor fala de seu processo criativo e conta como os pais podem contar boas histórias

Por Aryane Cararo

Qual é seu livro mais traduzido?

Com certeza, Até as Princesas Soltam Pum, que já vendeu mais de 400 mil exemplares em 15 idiomas. Tem também uma experiência nova para mim: é um livro que fiz primeiro na França, no ano passado, e começou a ser vendido na Espanha, em Taiwan e na Itália. No Brasil, vai chegar neste ano. Chama-se Quem Assoprou as Minhas Velas.

Qual é o segredo do sucesso?

Não faço ideia e acho bom não fazer. Toda vez que leio A Menina Furacão fico emocionado. Fiz porque gosto de escrever. Fui brincando com as palavras. Não acredito em fórmulas. Talvez o livro das princesas tenha vindo no momento em que diversas áreas falavam sobre a questão feminista. Não foi minha intenção.

Conte um pouco sobre Menina Furacão.

O livro nasceu por causa da minha filha caçula [ele é pai de Lis, 14, e Íris, 11], que é um furacão. Comecei a escrever e veio junto o menino esponja. Então, tem essa menina superativa, moleca, que se contrapõe à minha experiência. Quando criança, eu era o oposto disso; era muito tranquilo, mais observador.

Que dica você dá para os pais contarem boas histórias?

Primeiro, é preciso conhecer boas histórias. Se você não tem esse talento natural de ir inventando, procure na livraria, na internet. Parar pra contar uma história é frear a correria da vida. Poder olhar para o outro, respirar junto, compartilhar afeto, emoção, criação. A dica principal é procurar histórias pelas quais você, como adulto, se sinta tocado e que não sejam didáticas ou para passar moral, porque isso já é feito na escola.

Fonte: Revista Crescer


Postado em 04/10/2018


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