Brincar é (deliciosamente) necessário!
Como a diversão pode estimular a fala e a linguagem das crianças, de acordo com a idade
 
Por Lilian Kuhn 
 
A sociedade tem produzido adultos sobrecarregados de trabalho e pouco disponíveis para o lazer, então umas das frases que mais escuto no meu consultório atualmente são “eu não tenho tempo brincar com o meu filho” ou “eu não lembro mais como se brinca”. Juntemos isso à escassez dos momentos livres nas agendas infantis e à oferta excessiva de dispositivos eletrônicos e voilá: temos uma geração de crianças que não brincam! 
 
Por outro lado, os momentos de brincar são extretamente importantes para o desenvolvimento social, emocional e cognitivo das crianças. Especificamente sobre comunicação e linguagem, posso até ser mais enfática: Não há outro meio de ensiná-las, se não BRINCANDO! Nas diferentes etapas da infância, são os jogos sociais, as músicas, as brincadeiras de faz-de-conta, de adivinhação ou adoleta que tornam os pequenos, conscientes e atentos às nossas vozes, expressões faciais, trocas de turno ou formação das palavras, aspectos muito importantes para o desenvolvimento de fala, linguagem e alfabetização.
 
Lembram-se quantos conhecimentos e experiências nós adquirimos nas brincadeiras de infância? Infinitos!!! Reuni aqui, então, algumas sugestões de atividades lúdicas para não perdermos momentos preciosos de estimulação de desenvolvimento de linguagem e fala para a criançada:
 
1. Bebês de 6 a 12 meses
Os pequeninos já têm boa interação social nesta fase e se deliciam brincando com as pessoas, sem precisarem de tantos materiais e/ou brinquedos. Vale brincar de “cadê – achou”, imitar bichinhos, cantar músicas sobre as rotinas diárias e também àquelas que envolvem as partes do corpo. Eles podem se interessar ainda por ginásios de atividades sensoriais, chocalhos macios, brinquedos com luzes e sons e que possam ir à boca;
 
2. Crianças de 12 a 18 meses
Nesta faixa etária, os bebês já estão começando a andar e falar e os brinquedos que envolvam a participação ativa deles são bem adequados, tais como: placas de encaixes, torres de montagem, músicas com coreografias e/ou com onomatopeias que se repetem. Vale lembrar que nesta fase eles estão iniciando o processo de comunicação com o adulto, então podemos fortalecer tal aspecto com brincadeiras que exijam uma brevíssima espera (que tal “1,2,3 e já”?);
 
3. Crianças de 18 a 24 meses
Tem repertório de brincadeiras funcionais básicas e preferem brinquedos e atividades que proporcionem sensações corporais (tato, visão, olfato, audição e paladar), de noção espacial e de coordenação motora;
 
4. Crianças de 2 a 3 anos
Como pequenas iniciantes, as crianças dessa idade podem se beneficiar de casinha, bonequinhos e bichinhos para uma brincadeira bem inicial de faz-de-conta e tudo mais que possa estimular a linguagem;
 
5. Crianças de 3 a 4 anos
Eles já estão bem independentes motoramente e com um bom repertório de linguagem, eles topam montar cenários com aqueles blocos plásticos coloridos e miniaturas de personagens, também curtem recontagem e invenção de histórias, além de corridas, bicicleta/triciclos.  
 
6. Crianças de 4 a 5 anos
A partir dessa idade, os livrinhos são essenciais, mas se sugere que, desde muito cedo, as crianças tenham contato com o material escrito. Além disso, desenhos, pinturas, fantoches, fantasias são o suprassumo para eles!
 
7. Crianças acima de 5 anos 
Linguisticamente fluentes, a partir dessa idade, as crianças vão curtir reunir a família em torno da mesa para jogos de tabuleiros, de competição e gincanas em equipe, brincadeiras de rimas. Que tal, “ler” uma receita de sobremesa para vocês prepararem juntos? 
 
Fonte: Crescer Online - atualizada em 24/05/2018


Postado em 08/10/2018


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