Apego demais faz mal para você e para o seu filho

 

Pesquisa norte-americana concluiu que mães superprotetoras têm mais chance de serem deprimidas e estressadas
 
Por Marcela Bourroul
 
Ter um filho é uma das maiores realizações na vida de uma mulher. São tantos sentimentos novos, que é difícil lidar com tantas descobertas. Fácil mesmo é querer mantê-lo sempre perto, ao alcance dos nossos olhos. E aí que começa o maior desafio de todos: levantar as asas e criar os filhos para o mundo. Apesar de ser um árduo esforço, vale a pena e mais um estudo acaba de reforçar essa relação. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Mary Washington, nos Estados Unidos, concluiu que as mulheres muito controladoras e que têm um apego excessivo com seus filhos têm mais chances de serem deprimidas ou estressadas. 
 
Para chegar a esse resultado, os pesquisadores analisaram as respostas de 181 mães com filhos de até 5 anos. As entrevistadas que acreditam que a mãe é mais importante que o pai se mostraram menos satisfeitas com suas vidas e aquelas que acham que criar os filhos é um trabalho difícil estavam mais estressadas e deprimidas em relação às demais. Segundo os pesquisadores, os resultados sugerem que o cuidado excessivo com os filhos pode trazer malefícios para a saúde mental da mulher. 
 
De acordo com a psicóloga Ana Lúcia Castello, do Hospital Sabará (SP), existem mães que transformam o vínculo com os filhos em apego exagerado. “Quando isso acontece, a mulher costuma achar que mais ninguém é capaz de cuidar da criança, nem o marido. Ela também tem dificuldade para se afastar do filho ou vê-lo crescer e se tornar mais independente", diz.
 
E essa relação pode, sim, trazer consequências para o equilíbrio mental da mãe. “Ela costuma ficar mais deprimida quando sente que está perdendo o controle sobre os filhos. Também se sente muito culpada quando sai para trabalhar”, diz Ana Lúcia. Ou seja, a mulher está sempre angustiada. E as crianças também sofrem com isso. “O prejuízo é para os dois lados. Crianças superprotegidas não conseguem desenvolver seu emocional de forma saudável e costumam ser mais inseguras e birrentas”, afirma.
 
É difícil perceber que algo está errado sozinha, mas ouvir o que o marido e a família têm a dizer sobre o seu comportamento é fundamental. E buscar ajuda vai ser importante para você e todos da casa. “A maioria das mães que procura tratamento consegue superar a insegurança”, diz a psicóloga. Aos poucos, você vai perceber que a sua relação com seu filho é muito mais forte do que você pode imaginar. Afinal, são nas sutilezas do dia a dia ao lado dele, em cada conversa, a cada exemplo, a cada descoberta, que o vínculo com seu filho se fortalece. E isso estará sempre com ele - perto ou longe de você.  
 
Fonte: Revista Crescer


Postado em 16/07/2012


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