Enem: efemérides que você precisa estudar para a prova deste ano
Confira quais assuntos podem estar entre os temas cobrados e saiba como revisá-los
 
POR JULIANA PASSOS, COM EDIÇÃO DE ISABELA MOREIRA
 
O ano de 2018 traz aniversários de inúmeras datas importantes para os movimentos sociais do mundo: maio de 1968 na França, a passeata dos 100 mil no Brasil, os 130 anos da abolição da escravidão, 50 anos do assassinato de Martin Luther King, o aniversário de nascimento de Karl Marx, do Manifesto Comunista e da Primavera de Praga. Um prato cheio para a banca do Enem, que adora falar de direitos civis, pressão popular e construção da cidadania.
 
Antes de acompanhar as principais informações sobre essas efemérides abaixo, fique atento à dica do professor de História Igor Vieira, do Curso e Colégio PH: o Enem não costuma atribuir feitos na história a uma só pessoa, mas à dinâmica social do período. Isso significa que seria um erro atribuir à Princesa Isabel a responsabilidade pela libertação dos escravos no Brasil, por exemplo. Neste caso, o correto seria afirmar que foi a pressão social articulada em diversas esferas da sociedade que a levou a tomar a medida.
 
Com a ajuda de Silveira, Augusto Silva, coordenador de humanas do Curso Anglo, Mateus Godoi, professor de atualidades e geografia do Sistema Poliedro e Thiago Braga, professor de redação e atualidades do Curso e Colégio PH, lembramos os principais aspectos desses acontecimentos:
 
França
A onda de manifestações que ocorreram na França em maio de 1968 foi iniciada por estudantes que protestavam contra a reforma educacional imposta pelo governo de Charles de Gaulle. A violência policial fez com que organizações de trabalhadores aderissem às mobilizações e realizassem greves gerais. O momento marca a construção de uma identidade da juventude, de rebeldia contra o governo e contra gerações mais velhas.
 
Primavera de Praga
Não foi apenas na França que a juventude estava em polvorosa: no mesmo ano, aconteceu a Primavera de Praga na República Tcheca. Instigados pela reforma do novo Secretário-Geral do Partido Comunista no país, que procurava conceder maior liberdade em relação a direitos individuais e civis, os jovens foram às ruas exigir mais liberdade e tiveram sua contestação sufocada pela União Soviética.
 
Ditadura no Brasil
No Brasil o ano de 1968 foi marcado pela intensificação do regime militar após a passeata dos 100 mil, realizada no Rio de Janeiro, que pedia o fim da ditadura.
 
Mas o que veio em seguida foi a invasão da sede nacional da União Nacional dos Estudantes e o Ato Institucional nº 5, considerado o mais duro do período. O ato do general Costa e Silva fechou o Congresso, instituiu a censura prévia e revogou o direito de pedido de habeas corpus.
 
Assassinato de Martin Luther King
Líder norte-americano na luta pelos direitos civis dos negros, o pastor Martin Luther King foi assassinado no dia 4 de abril de 1968. Famoso pelo discurso “I have a dream” (“Eu tenho um sonho”, em tradução livre), King pregava a união entre brancos e negros.
 
Seis meses mais tarde, ao receberem a medalha de ouro e bronze na prova de 200 metros rasos na Olimpíada do México, Tommie Smith e John Carlos fizeram o gesto em referência ao Partido Pantera Negra durante a execução do hino dos Estados Unidos. O atleta australiano Peter Normam também usava um adesivo pelos direitos humanos em seu casaco. A luta pelos direitos civis continua viva nos Estados Unidos e o principal movimento da causa atualmente é o Black Lives Matter.
 
130 anos da Lei Áurea
Em 13 de maio de 1888, a Princesa Isabel, filha de D. Pedro II, assinou um decreto que colocava fim à escravidão no Brasil. Em 1871, ela já havia sancionado a Lei do Ventre Livre, que libertava os filhos dos escravos e, três anos antes da Lei Áurea, um decreto que libertava os escravos com mais de 60 anos. O fim da escravidão mobilizou diversos setores da sociedade, causando desde a rebelião de escravos até as discussões da Assembleia Geral entre deputados e senadores.
 
Constituição Cidadã
Após 20 anos de ditadura, esferas da sociedade brasileira se reuniram para discutir e formular uma nova Constituição que fosse mais receptiva aos direitos humanos. O documento marca a entrada do país em um regime democrático e garante direitos para as minorias. O artigo 5º prevê os direitos fundamentais individuais e no 6º estão os direitos sociais. Mas como você pode constatar nessa leitura, muitas das previsões da Constituição estão longe de serem cumpridas. O site do Senado tem uma área dedicada ao tema, vale conferir.
 
100 anos de Mandela
O ano de 2018 também marca centenário de nascimento de Nelson Mandela, o primeiro presidente da África do Sul após o regime de segregação racial conhecido como apartheid. Mandela passou 27 anos preso por se opor ao regime e conseguiu sua liberdade em 1990, devido à massiva mobilização internacional. Quatro anos depois, foi eleito como o primeiro presidente negro de seu país e comandou a transição de regime. Em 1993, ele recebeu o prêmio Nobel da Paz.
 
200 anos do nascimento de Karl Marx e 170 anos do Manifesto Comunista
Um dos principais críticos ao modelo capitalista, Karl Marx propunha a construção de uma sociedade sem classes que inspirou milhares de movimentos sociais ao redor mundo. Autor de O Capital, seu livro mais famoso, ele nasceu em 5 de maio de 1818, em Trier, na Alemanha. Em 1948, em conjunto com Friedrich Engels, Marx lança o Manifesto Comunista, em que conclamava a união dos trabalhadores fabris, em nome de uma revolução proletária.
 
100 anos do fim da Primeira Guerra Mundial
Em 1918 é firmado o armistício da Primeira Guerra Mundial: trata-se do Tratado de Versalhes, que responsabilizava a Alemanha pela guerra. Esse foi o primeiro conflito industrial na Europa e teve impactos catastróficos.
 
A data também marca o fim da Bélle Époque e o início de um período bastante obscuro. Em alguns anos inicia a ascensão do fascismo, primeiro na Itália, com Benito Mussolini, e depois na Alemanha, com Adolf Hitler.
 
 


Postado em 22/10/2018


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