"Programas educativos não geram lucros", diz ator e criador de Beakman

No Brasil para a Anime Friends, Paul Zaloom fala sobre o programa de televisão "O Mundo de Beakman", que fez sucesso na década de 1990 e voltou ao ar em 2011

 
por Nathalia Ilovatte 
 
Quem vai ao colégio morrendo de medo das aulas de física e química certamente não conhece um cara de jaleco verde e cabelos arrepiados que despontou na televisão no começo dos anos 1990 e voltou às telas brasileiras em 2011. Ao lado de uma assistente e um homem vestido de rato, o personagem Beakman, de “O Mundo de Beakman”, explica com piadas e interpretações exageradas e cômicas conceitos científicos a partir de perguntas simples como “por que o céu é azul?”.
 
O artista Paul Zaloom, que interpretou Beakman de 1992 a 1997, veio ao Brasil para participar da feira Anime Friends, em São Paulo, e na quinta-feira (12), contou em coletiva de imprensa como conseguiu ensinar as matérias mais temidas do colégio a crianças, jovens e adultos. “Meu trabalho como titereiro sempre foi pegar as informações e torná-las interessantes. E é a mesma coisa com a ciência: pegar conceitos científicos e transformá-los em algo interessante”, contou o ator, que também trabalha com marionetes.
 
No programa, Paul fazia experiências, interpretava pessoas importantes da ciência, como Charles Darwin, respondia perguntas dos espectadores e às vezes recebia alguns convidados especiais. "Teve um episódio com uma cobra enrolada no pescoço do Lester, o rato. Eu não gosto de cobras, e a cabeça dela era do tamanho da minha mão", recordou, "nós estávamos filmando e ela começou a se aproximar do meu rosto mostrando a língua. Eu gritei e saí de cena".
 
As filmagens de “O Mundo de Beakman” chegaram ao fim após o episódio 91, uma quantidade que, segundo Paul, é considerada ideal pelos produtores para que o programa seja reprisado por alguns anos. “A única razão pela qual ‘O Mundo de Beakman’ ficou no ar foi porque a lei obrigava”, disse o artista, se referindo às quatro horas obrigatórias de programação infantil dos canais norteamericanos.
 
Mesmo com o fim das gravações, Paul continua fazendo shows com experiências científicas caracterizado como Beakman, já que é um dos criadores do personagem. “Quando eu consegui o emprego o programa ainda não havia sido criado. Eu me voluntariei para ajudar a desenvolvê-lo”, contou o ator, “não recebi por isso e não fui creditado, fiz de graça. Mas eu não tinha mais nada para fazer naquele momento e achei que seria melhor se eu ajudasse”.
 
Mesmo com esse reconhecimento nos Estados Unidos, onde mora, Paul afirma que o sucesso do personagem no Brasil é muito maior. “O Beakman é muito mais popular na América Latina, e principalmente no Brasil, do que nos Estados Unidos, e acho que isso tem muito a ver com a tradução. A dublagem deve ser fantástica”, explicou.
 
Quando questionado sobre aceitar uma proposta para voltar à televisão, Paul Zaloom não pensa duas vezes: “sim, com certeza!”. Apesar disso, não acredita que esse convite vá acontecer. “Eles não ganharam dinheiro com o Beakman”, afirmou, “bem, ganharam, mas não é como os Power Rangers ou o Bob Esponja. Programas educativos não geram lucros; os programas para crianças, hoje, são baseados em merchandising”.
 
Fonte: iG Jovem


Postado em 16/07/2012


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