Pais e Filhos: Como se preparar para a volta às aulas?
Desde aspectos práticos a comportamentais, ideal é encontrar tempo e manter diálogo para fazer a volta à rotina 
 
Assim como tudo na vida, o que é bom parece que passa numa velocidade de tempo mais rápida. E acaba! É o caso das férias. As crianças e jovens esperam por elas ansiosamente, mas elas chegam e parecem voar. Não é verdade?
No entanto, a volta às aulas e às atividades não precisam ser encaradas como uma tarefa árdua. Se o retorno for feito de forma planejada e gradativa, todos saem ganhando: alunos com materiais em dia - e psicologicamente adaptados -, pais tranquilos de que tudo está em ordem e escola satisfeita, pronta para recebê-los de volta! 
 
“Nas férias os horários são mais soltos, todos estão relaxados. Mas na última semana já é importante começar a voltar à rotina. Isso em relação ao sono, à alimentação e à arrumação da escrivaninha para receber materiais novos. Isso ajuda o estudante inclusive na parte emocional, a entender que é necessário abrir espaço para o novo que vai chegar”, afirma a diretora do Colégio Notre Dame, Lenice Micheletti. 
 
Mas, mais importante do que o aspecto prático, é que os pais sintam o momento de desacelerar e encontrar um tempo para conversar com os filhos. Principalmente, quando a mudança de ano escolar representar, além da mudança habitual, um rito de passagem, ou seja, o fim da primeira infância e ingresso no Ensino Fundamental ou a entrada no 6º ano (Ensino Fundamental II) ou a passagem para a fase pré vestibular, iniciada no começo do Ensino Médio.
 
“Essas são fases de rito de passagem, que marcam muito os estudantes. Na primeira, eles saem de um ambiente mais lúdico e começam a precisar se concentrar mais nas atividades, passam a ter lições de casa com frequência, e isso assusta um pouco no começo. Por isso os pais devem sentar para conversar, ouvir o que eles têm a dizer, prestar atenção e compreender as mudanças que estão acontecendo. Já na ida do 5º para o 6º ano, eles passam da referência de um professor único - além dos que ministram atividades extracurriculares - para vários professores, um para cada disciplina. E aí vem o desafio de descentralizar a figura acolhedora e de também fazer a gestão da agenda dos pedidos de cada professor. Isso demanda deles uma responsabilidade maior”, explica Lenice.
 
Por fim, o último rito, para o Ensino Médio, agrega também aspectos biológicos. “Aos 14, 15 anos, eles entram na fase em que são muito novos ainda, mas já começam a precisar se concentrar para se apropriar do conhecimento que adquiriram e pensar na escolha da profissão, da preparação para o vestibular. Somado a isso tem a mudança hormonal, que mexe muito com eles. Portanto, mesmo mais “maduros”, todo cuidado e atenção a essa fase é pouco. 
Somada a essas dicas, a diretora pedagógica Sharon Anne Micheletti, acrescenta que, em todas as idades e em todas as situações de mudança, os pais devem fazer os filhos participarem, além de ouvir o que eles têm a dizer. 
 
“Tudo flui melhor quando eles participam do processo. Então, o retorno às aulas, bem como a compra dos materiais etc., podem ser conversados antes. Até mesmo para os pais saberem se estão no caminho certo. Isso porque às vezes nós percebemos que, na ânsia de acertar, os pais inscrevem as crianças em várias atividades extracurriculares, por exemplo. E quando eles são ouvidos, demonstram que preferiam menos atividades, se sentem cansados. Ouvir os filhos é o ideal para saber o que traçar pro ano que se inicia, em todos os aspectos”, pontua.
 
Outro ponto que, se trabalhado com carinho, facilita muito os momentos de mudança para os alunos é a relação de confiança entre a escola e a família. Quando os pais sabem que podem confiar nas decisões da escola e que as suas preocupações são sempre encaradas com a seriedade que necessitam, essa harmonia também atinge os jovens e adolescentes. 
 
“Aquelas pequenas frustrações do dia a dia, como a mudança de sala ou uma troca de professor, se tornam mais leves quando há um bom entendimento entre todos os envolvidos na educação das crianças. Claro que ainda vão existir, é natural da idade nem sempre lidar bem com situações inesperadas, mas aí entra o momento de sintonia entre pais e colégio para que a explicação do que motivou essas mudanças seja bem entendida. Todos os processos são pensados visando o melhor para os alunos - seja porque ele aprenderá com mais facilidade em uma turma diferente, ou como uma forma de incentivo para que ele faça novos amigos - e com o apoio dos responsáveis é sempre possível fazer uma transição tranquila”, finaliza Lenice.
 
Aspectos práticos - Passadas as observações comportamentais para o retorno no final de janeiro/início de fevereiro, vale observar alguns detalhes práticos enumerados pelas especialistas:
 
Em época de calor excessivo, programe o cardápio da lancheira da semana com antecedência. Assim é possível também agendar as compras, feira etc. para elaborar uma lancheira de acordo com a estação;
 
Por último, para pré adolescentes que querem ganhar independência, caso os pais deixem ir à escola sozinhos, vale tirar alguns dias antes para ensinar o trajeto, que meio de transporte pegar, como se portar na rua, entre outros aspectos, para ganhar confiança. Somente assim ficarão tranquilos em dar autonomia. E os estudantes se sentirão capazes e seguros para esta nova etapa.
 
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Postado em 29/01/2019


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