Como as redes sociais e o uso de telas diminuem a qualidade de vida: 10 dicas para usar de forma mais humana
Refletir sobre quais são os seus relacionamentos mais significativos e
se você está dedicando tempo para nutri-los é essencial 
 
por Fernanda Lee, Maria Alice Fontes 
 
Com 2 bilhões de pessoas checando suas telas 150 vezes ao dia, a economia passou a girar em torno da atenção. A empresa que desenvolver um aplicativo para capturar a sua atenção por mais de 2 minutos já é considerada promissora para investir. Só que os cálculos desta economia não batem. Quanto mais a tecnologia avança, mais denigre a qualidade de vida. Por quê?
 
Quais são os fatores que contribuem para esta economia de atenção?
A tecnologia que impulsiona a indústria das telas se baseia nas necessidades humanas básicas de pertencer e de contribuir em nosso meio social. A fábrica social que sempre nos uniu e garantiu a nossa sobrevivência por meio das interações, agora tem uma plataforma eletrônica que nos permite fazer isso de forma exponencial. Mesmo que o botão like tenha sido criado com as melhores intenções, este constante feedback que aponta se sua publicação agrada os outros acaba monetizando o seu perfil e as suas publicações. A nossa vulnerabilidade fica à mercê dos algoritmos que controlam quando e como os likes e comentários são liberados para você, de forma que passe mais tempo clicando, rolando a tela e compartilhando.
 
Quais os resultados do uso inconsciente das telas?
Com a enorme pressão de competir pela atenção, os efeitos do uso constante da tela podem causar: vício digital, depressão, ansiedade, polarização, manipulação política, superficialidade, isolamento e bullying.
 
O uso das telas pelos adolescentes tem crescido dramaticamente. Um estudo recente mostra que o uso das redes sociais entre os adolescentes aumentou de 34% em 2012 para 70% em 2018, sendo Snapchat o mais usado, seguido do Instagram. Paralelo a isso, o número de celulares também aumentou de 41% para 89% no mesmo período. Com tanta exposição, os jovens que mais sofrem os efeitos negativos são aqueles com baixa estima e problemas nas habilidades socioemocionais. São estes que vivenciam os efeitos negativos das redes sociais reportando se sentirem mais isolados, depressivos e se sentindo piores do que antes de acessar as redes sociais.
 
10 dicas para fazer o uso delas de forma mais humana
Num documentário recentemente lançado nos Estados Unidos chamado LIKE,
os produtores sugerem olhar a rede social como um jogo: “A rede social é um lugar que podemos nos conectar, um espaço onde podemos compartilhar com os outros e expressar nossos sentimentos. E também pode ser um lugar que podemos nos comparar, desenvolver o sentimento de estar por fora (FOMO - Fear Of Missing Out), aumentar tendências de vício, e principalmente, pode prejudicar nossa saúde mental.”
 
Vamos pensar que temos escolhas ao gerenciar a maneira que usamos as telas e as redes sociais. Seguem abaixo 10 dicas para viver uma vida mais equilibrada enquanto coexistimos com as redes sociais.
 
1- Desligue as notificações
As bolinhas vermelhas que aparecem no canto superior do ícone do aplicativo chamam a nossa atenção. Esses avisos são gerados eletronicamente e nos impulsionam à ação. Para desativar as notificações vá em: Ajustes > Notificações.
 
2- Invista no cinza e tons de amarelo
As cores recompensam o nosso cérebro todas as vezes que destravamos a tela. Aplicativos coloridos são prazerosos para os olhos. Para tentar diminuir esse impacto, vá em: Ajustes > Geral > Acessibilidade > Atalho de Acessibilidade > Inverter Cores. Se você é um tipo de pessoa que gosta de trabalhar ou acessar a tela à noite, invista num aplicativo que substitui a luz azul emitida pelas telas por tons de amarelo. A luz azul é percebida pelo olho como se fosse a luz do dia, inibindo a produção de melatonina, hormônio fundamental para o ciclo do sono. O app Flux automaticamente altera a cor da tela em sincronia com o nascer e o pôr do sol. Fizemos o teste e adoramos! Este app está aprovadíssimo!
 
3- Escolha os aplicativos para ficarem na sua tela 
Limite os aplicativos na primeira tela, assim, quando desbloquear o celular vai visualizar apenas aplicativos funcionais como Mapas, Calendário, Messages, etc. Aproveite para apagar aplicativos que não usa mais. Como a maioria dos aplicativos é gratuito, os verdadeiros consumidores são os anunciantes que querem desesperadamente a sua atenção. Ao limitar a quantidade de aplicativos, você decide onde você quer prestar atenção.
 
4- Carregue o celular fora do quarto
Compre um alarme para colocar ao lado da sua cama, e carregue o celular num lugar bem distante ao seu quarto. Quando o celular está ao alcance da mão, a tendência é usar além do necessário, e isso pode afetar a qualidade e a quantidade do seu sono.
 
5- Monitore o uso
Faça uso da tecnologia para combater a tecnologia. Aplicativos como o Moment para iOS e Thrive for Android medem o tempo que você passar usando a tela. Já o aplicativo Distraction-Free YouTube remove as recomendações automáticas de outros vídeos que são interessantes para o seu perfil.
 
6- Remova completamente ou reduza o tempo que passa em redes sociais
Se você realmente quer passar menos tempo nas redes sociais, remova o aplicativo do seu celular. Mas se isso não for possível para você, determine o tempo de uso diário através de aplicativos que bloqueiam o uso, tais como ScreenTime ou Flipd, desaparecendo temporariamente do seu celular após um determinado tempo.
 
7- Mude seu hábito por meio de pequenas ações
Combine com a família momentos livres de telas. Em uma família, por exemplo, o telefone só pode ser usado depois de tomar o café da manhã, e não pode mais ser usado depois do jantar, depois disso os celulares ficam carregando juntos na sala. Na hora das refeições, as telas não fazem parte da decoração da mesa, ficam bem longe para evitar a tentação de serem usados. Se for à um restaurante, responsabilize apenas uma pessoa por levar o celular para caso de emergência, todos os outros ficam em casa. Para os jovens, o celular fica em outra sala enquanto fazem a lição. Use a regra dos 2 passos. Quando estiver sentado, deixe o seu celular a dois passos de você. Isso melhorará a quantidade de checagens que você faz por minuto no seu celular.
 
8- Preste atenção na sua postura
Pare e respire. Olhe para a sua postura agora. Como estão as suas costas? Curvas ou estreita? E a testa? Está enrugada ou relaxada? E a mandíbula? O que você está lendo está melhorando a qualidade da sua vida ou está te deixando preocupado, ansioso ou está causando você a se comparar?
 
9- Rede social não é coisa de criança
Como o cérebro só termina a sua formação por volta dos 25 anos, as redes sociais podem causar sérios danos durante o desenvolvimento das crianças e adolescentes. Limite as redes sociais aos jovens a partir do 9o. ano ou por volta dos 14 anos. Quando o cérebro está mais maduro os jovens podem ter mais controle de impulso, pensar antes de publicar algo, lidar com as decepções e comparações de uma maneira menos emocional e mais lógica, de forma que não afete negativamente o seu desenvolvimento. Adolescentes têm que explorar o mundo, se arriscar e testar coisas novas no mundo real.
 
10- Imagine se esta semana fosse a última da sua vida
Se você fosse morrer em 7 dias, será que passaria pela sua cabeça: “Queria ter tido mais seguidores no meu perfil do Insta” ou “Queria ter passado mais tempo assistindo Netflix”. Espero que não! Pense no que realmente você se importa. Quais são os relacionamentos mais significativos na sua vida e se você está dedicando tempo para nutri-los. Redes sociais e internet são ótimas ferramentas, mas a verdadeira conexão acontece nas interações offline, cara-a-cara, e isso demanda tempo e energia. Faça valer cada dia da sua vida como se fosse o último!
 
Bibliografia:
Alter, Adam. Irresistible: The Rise of Addictive Technology and The Business of Keeping us Hooked. Penguim Press: New York. 2017
Center for Humane Technology humanetech.com
Documentary LIKE: A documentary about the impact of on social media in our lives thelikemovie.com/resources-articles
 
Fonte: Disciplina Positiva Oficial - atualizada em 07/06/2019


Postado em 09/09/2019


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