Depressão e prevenção ao suicídio são temas para o ano todo
 
Quando se trabalha com jovens, em idade escolar, debater temas como prevenção ao suicídio, depressão, ansiedade e saúde mental é uma necessidade. E o Setembro Amarelo é a oportunidade ideal de começar. Mas, o trabalho não pode parar por aí. Cada vez mais escolas desenvolvem projetos e ações que visam o desenvolvimento emocional das crianças e adolescentes em todo o período letivo.
 
O Colégio Notre Dame, um dos mais tradicionais da Baixada Santista, é um deles. Além de ter desenvolvido uma programação de eventos e palestras especiais sobre o Setembro Amarelo, a instituição sempre se renova e busca novas formas de abordar o assunto no dia a dia.
 
“Entender o setembro como um marco, para falarmos sobre isso, é importante. Precisamos debater o tema em algum momento, para que a gente suscite isso nos alunos, a importância da prevenção ao suicídio, e esse mês acaba sendo o ideal. Mas, é papel da escola fazer esse acompanhamento diariamente”, explica Lucas Magalhães Ferreira, professor de Relações Humanas do Notre Dame.
 
Durante o mês de setembro, as atividades incluíram sarau, com materiais desenvolvidos pelos alunos com o tema “Emoções”, concurso de desenho com foco em "Eu e minhas emoções" e palestra com o Benni Coquito, porta-voz do Centro de Valorização à Vida (CVV) para os alunos do Ensino Médio e rodas de conversa com psicólogas com todas as turmas do Fundamental 2. Além de conversar com os alunos, houve também uma apresentação especial para os pais e responsáveis, ministrada no dia 30/09 pela psicóloga Erivan Figueredo. 
 
“As pessoas precisam demonstrar mais o que sentem. E no setembro amarelo, quando todos estão falando sobre depressão e suicídio, em todos os lugares, os jovens ficam mais à vontade para desabafar”, comenta Thaissa Lindomira Ribeiro Costa, 15 anos, que participou do sarau promovido pelo colégio.
 
Tarefa contínua
Como já mencionado, os alunos precisam de apoio durante todo o restante do ano letivo. “Hoje o professor também tem esse papel. A sociedade se modificou, graças a Deus, e agora o casal vai para o trabalho e cada um constrói a sua vida profissional e isso é muito importante. No entanto, nessa rotina, eu sinto que às vezes falta um apoio familiar para os mais novos. E a escola entra, então, dentro da estrutura social, como um segundo momento da construção sócio emocional da criança”, comenta Lucas.
 
O professor ressalta ainda que é no colégio que esse jovem vai ter contato com outras crianças, com outras pessoas, e começar a desenvolver sua personalidade e lidar com os próprios conflitos: “Por conta disso nós precisamos ter preparo para orientar o aluno. Eu acredito, inclusive, que seria necessário que se ensinasse psicologia durante o curso de licenciatura, porque acabamos muitas vezes exercendo esse papel de psicólogo, de orientar”.
 
Os alunos concordam. Fabiana Castanho Lourenço, de 14 anos, se surpreendeu ao escutar relatos dos colegas de classe durante as ações do Setembro Amarelo e começou a se questionar sobre como ajudar esses companheiros nos demais meses do ano e como evitar que seus próprios comportamentos, principalmente online, se tornassem algum tipo de gatilho emocional para quem a acompanha nas redes.
 
“O suicídio não deve ser visto como um tabu. É importante abordarmos esse tema frequentemente, para que haja essa conscientização, não só em setembro, mas o ano inteiro. É necessário que estejamos mais atentos às coisas que acontecem fora do mundo da tecnologia. Afinal, nos tornamos tão dependentes dessa ferramenta que somos incapazes de diferenciar o que é real do que queríamos que fosse. Infelizmente, a grande maioria das pessoas se sente inferior por ver tanta gente com a vida perfeita na internet, quando na verdade, nem tudo é o que parece ser. Nós devemos ser mais conscientes e parar de querer expor quem não somos e o que não temos”, argumentou a jovem.
 
A própria disciplina ministrada por Lucas é uma prova de que as escolas têm evoluído nesse quesito e tendem a se preocupar mais com assuntos que não sejam só matemática, química e física. Com a aula de Relações Humanas fica mais fácil abordar esse tema durante todo o ano letivo. Neste segundo semestre, por exemplo, o professor está trabalhando, com turmas diferentes, temas como bullying, sexualidade e bioética.
 
A bioética, por mais que possa parecer fora do tema “saúde mental” é também muito importante. Isso porque ela trabalha a forma como a pessoa se entende e se enxerga dentro de uma sociedade, de um ambiente. E é trabalhado com os jovens o entendimento de que eles são seres com pensamentos, questionamentos, que vão interagir com o restante da sociedade, mas que, às vezes, podem se sentir fora do contexto.
 
“Hoje temos que ser os melhores em tudo, tirar as melhores notas, ser o melhor funcionário. E a auto cobrança se torna enorme. O que pode causar ansiedade e depressão nos mais novos. Então é preciso estar atento a esses sentimentos”, finaliza o professor.
 
Seja por meio de aulas, palestras ou atividades extracurriculares, o fato é que os colégios precisam focar cada vez mais esforços neste tema. Só assim, com um canal aberto de diálogo, é possível que os alunos compreendam a mensagem e se tornem multiplicadores da informação, oferecendo assim apoio para as pessoas próximas e transformando a comunidade em um local menos intimidador.
 
“É uma conscientização que vale para o ano inteiro. A gente tem que falar sobre esses temas, tem que fazer com que todos os colegas se sintam acolhidos. É essencial para que todos saibam que tem mais gente junto nessa luta. Nós não estamos sozinhos”, Letícia Araújo de Freitas, 14 anos.
 
Fonte: Assessoria de Imprensa do Colégio Notre Dame 


Postado em 04/10/2019

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