Futebol na escola ensina brincando

"Se o esporte é prático e aprendido imerso em um ambiente de prazer pela aprendizagem, alegria por saber ganhar e perder (que faz parte da aprendizagem do jogo) e acolhimento pelo sentimento de pertencimento, o jovem praticante levará isto para o resto de sua vida, o que em ganhos para a saúde (não apenas física) é fenomenal", afirma Alcides José Scaglia, coordenador do curso de Ciências do Esporte na Faculdade de Ciências Aplicadas da Unicamp, em reportagem do site Educar para Crescer.

Confira outros benefícios do futebol para a vida do seu filho:

Trabalhar a coletividade

É até óbvio, mas não deixa de ser importante: futebol, assim como a vida, é um jogo coletivo, não dá pra ser fominha. "Sempre num time de futebol você tem um cara mais habilidoso, outro que corre mais, mas ninguém ganha sozinho. Tem de ter espírito de equipe", explica Fernando Godoy, diretor da sucursal brasileira da ONG Spirit of Football.

Jogar limpo

Em um jogo de futebol profissional, se o time "A" conduz a bola rumo ao ataque e um jogador do time adversário se encontra no chão, o atacante costuma tocar a bola para fora do campo. Feito o atendimento, o time "B" devolve ao time "A" a posse de bola. Um exemplo clássico de "Fair Play", ou, jogo limpo, ensinado desde cedo nas (boas) aulas de futebol. "A gente procura mostrar que você tem é um adversário e não um inimigo", diz Fábio Oliani, professor e coordenador de educação física do colégio São Luís.

Ter noções de regras, moralidade e autonomia

"Não existe jogo sem regra e quem joga verdadeiramente jura respeito às regras, violá-las traz consequências imediatas às relações sociais desenvolvidas no jogo", diz Alcides José Scaglia, coordenador do curso de Ciências do Esporte na Faculdade de Ciências Aplicadas da Unicamp. Alcides vai além e afirma que os alunos devem ser encorajados a criar as próprias regras, que nunca devem ser impostas. Dessa maneira, passam a refletir sobre as mesmas, questioná-las e a se tornarem mais autônomos.

Raciocinar rápido, com noção espacial e concentração

Os fundamentos do futebol e de brincadeiras de bola no pé trabalham o tempo todo, de maneira natural, com essas três habilidades essenciais. "O futebol ajuda muito na resolução de problemas. Quando vai driblar um adversário, o jogador precisa pensar rápido; para fazer a marcação do atacante é preciso concentração; para chutar ou fazer um passe, senso de direção e noção do espaço", diz Fábio Oliani, professor e coordenador de educação física do colégio São Luís.

Ter pensamento crítico

O professor de educação física ou treinador de uma escolinha de futebol pode trabalhar assuntos conceituais que fazem parte do universo do futebol. "Há uma relação intrínseca entre futebol e cultura. Os professores podem alertar sobre as mazelas na cultura popular do futebol, que vão desde sua origem junto ao início da construção do sistema capitalista, o que evidencia muitos problemas, até as inocentes brincadeiras entre torcedores rivais, que se inicia no interior das famílias. E criar condições para a reflexão e ação", afirma Alcides José Scaglia, coordenador do curso de Ciências do Esporte na Faculdade de Ciências Aplicadas da Unicamp. 

* Fonte: Educar para Crescer


Postado em 20/08/2012


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