As redes sociais predominam na internet

O assunto de destaque na internet é o predomínio que as redes sociais alcançaram na web e a batalha de audiência que travam entre si para ganhar usuários. O crescimento de usuários das redes atingiu um marco significativo no país em 2012, quando o portal Facebook superou em audiência o portal Orkut, que tinha no Brasil sua maior fatia no mundo. Mas a batalha prenunciava-se desde que o Facebook havia superado em audiência o poderoso portal de buscas Google, nos Estados Unidos.

A internet evolui numa velocidade espantosa, novas ferramentas são criadas e outras caem em desuso. Atual­mente, as redes sociais on-line são os canais que mais crescem em número de usuários, só perdendo em tempo de navegação para os portais de acesso à rede e de informação. Há redes sociais para muitos tipos de interesse: fazer contatos profissionais (Linkedin), namorar (ParPerfeito e Match), compartilhar arquivos na rede (Flickr – fotos, YouTube, vídeos). As redes para se relacionar com os amigos, como Facebook e Orkut, estão entre as mais fortes. O usuário constrói um perfil público e vai montando uma lista de amigos.
 
Comunicação maciça
 
Um aspecto importante dessas redes é que multiplicam exponencialmente as possibilidades de comunicação. O telefone já permitia comunicar-se com muitas pessoas, porém com uma de cada vez. Na internet, crescem as ferramentas para se comunicar com muitas pessoas, até milhões, simultaneamente, com serviços como o Microsoft Messenger ou o Twitter. Na década passada, começaram as mobilizações instantâneas de rua, chamadas FlashMobs (mobilizações relâmpagos). Mas, nos anos recentes, as mobilizações cresceram em tamanho e impacto, e em praticamente todos elas, as redes sociais são utilizadas como ferramenta de comunicação e organização. São exemplos o Movimento Ocupe Wall Street, nos Estados Unidos, e os protestos de jovens na Espanha. Na Tunísia, as redes foram utilizadas pelos estudantes, que organizaram manisfestações de rua e acabaram por deflagrar a queda do ditador Zine el-Abidine Ben Ali, no início de 2011. Foi o começo da Primavera Árabe, que se espalhou pelo norte da África e por parte do Oriente Médio.
 
Internet como direito
 
A internet firmou-se como ferramenta de comunicação para organizações, governos e pessoas. Por promover a liberdade de expressão e o acesso de direitos civis, como a cultura e a educação, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou, em maio de 2011, o acesso à internet como direito fundamental do ser humano. De acordo com o Banco Mundial, a cada 10% de aumento de penetração da banda larga, o Produto Interno Bruto (PIB) do país pode crescer 1,38%. Ao redor do mundo, ativistas também procuram ampliar o acesso à rede, defendendo a oferta gratuita de internet sem fio (wi-fi) em áreas públicas como parques, praças, escolas e bibliotecas.
 
O Brasil vem aumentando o alcance à rede. Em 2010, o governo lançou o Plano Nacional de Banda Larga (PNLB), que ambiciona levar a internet a áreas menos favorecidas. A meta é dar, até 2014, acesso com velocidade de 1 Mbps (Megabit por segundo) a 50% dos domicílios brasileiros, a preço baixo.
 
Apesar de termos uma das médias mais caras de banda larga no mundo – 70 reais por conexão de 500 Megabit –, cresce o número de brasileiros com acesso à internet. Em 2012, o número de computadores em uso chegou a99 milhões em casa e nas empresas, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV). Ou seja: um computador para cada dois brasileiros. Esse percentual, cerca de 51%, põe o país acima da média mundial (42%). Segundo a entidade Internet World Stats (Estatísticas da Internet Mundial), que monitora a rede, o número de brasileiros que acessam a internet subiu de 32 milhões no fim de 2005 para quase 82 milhões em dezembro de 2011.
 
Brasil conectado
 
De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), de 2009, realizada anualmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos 58,6 milhões de domicílios investigados, quase 35% tinham microcomputador (20,3 milhões), 27% deles (16 milhões) com acesso à internet.
 
Os jovens são os mais assíduos. Entre a população com até 29 anos, 51% acessam a internet. A porcentagem sobe para 71% na faixa entre 15 e 17 anos. Entre pessoas com 50 anos ou mais, somente 15% utilizam a rede. A maioria esmagadora dos internautas brasileiros (83,2%) usa a internet para se comunicar com outras pessoas.
 
Em agosto de 2011, os sites voltados para educação e carreira atingiram 25,8 milhões de usuários únicos, o que corresponde a 56,7% do total de usuários ativos do mês.
 
Dados de dezembro de 2011 da Internet World Stats estimam 2,2 bilhões de usuários da internet, menos de um terço da população mundial. A maioria dos excluídos situava-se na África (86,5% sem conexão). Na Ásia, em nações como Mianmar e Timor-Leste, a exclusão chega a 98%.
 
O Brasil lidera na América Latina em volume de usuários (82 milhões), mas está na quinta posição de inclusão pelo percentual da população no continente, com 39%, atrás da Argentina (67%), do Chile, (59,2%), do Uruguai (56,1%) e da Venezuela (39,7%).
 
Trabalho e emprego
 
A internet mudou as relações de consumo e de trabalho. Segundo a Fundação Getulio Vargas, no Brasil, em 2010, as transações eletrônicas totalizaram 63,2% dos negócios entre empresas e 29,3% entre varejo e consumidores.
Ela também facilitou o trabalho em casa, mas ampliou a terceirização de serviços. Porém, é preciso evitar que aumente o número de trabalhadores atuando sem os direitos trabalhistas de responsabilidade das empresas contratadoras. Outro desafio será compatibilizar as leis, para garantir os direitos trabalhistas das pessoas entre os países e diversos tipos de trabalhador de uma mesma empresa ou corporação.
 
Vida pública e privada
 
A partir de 2010, o uso da internet foi regulamentado e inovou as eleições. Ela também redefiniu o grau de privacidade dos cidadãos, pois governos e empresas privadas ganharam acesso a dados pessoais e podem rastrear desde as compras até as opções sexuais dos usuários.
 
A falta de leis internacionais e nacionais que regulamentem o uso de informações pessoais no ciberespaço sugeriu o tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio de 2011: “Viver em rede no século XXI: os limites entre o público e o privado”. No Brasil, o Ministério da Justiça definiu regras de direitos, deveres e responsabilidades da rede com o Marco Regulatório Civil da Internet. O texto ficou aberto a consulta pública até 30 de maio de 2011 e foi enviado ao Congresso para aprovação, com o nome de Lei 2.126/2011, em agosto de 2011.
 
Matéria publicada em agosto/2012
 
Fonte: Almanaque Abril 


Postado em 10/10/2012


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