60% dos estudantes querem empreender, mas poucos se preparam

Pesquisa feita pela Endeavor ouviu professores e estudantes universitários brasileiros para saber o que eles pensam sobre empreendedorismo

por Priscila Zuini 

Um estudo desenvolvido pela Endeavor, instituição que apoia empreendedores com alto potencial de crescimento, mostrou que a maioria dos universitários brasileiros está interessada em abrir um negócio próprio, mas poucos estudantes estão realmente empenhados em se preparar para tocar uma pequena empresa.

Para Amisha Miller, gerente de pesquisa e políticas públicas da Endeavor, os dados impressionam. “A coisa mais importante é que 60% dos jovens universitários querem abrir uma empresa. Os estudantes, no entanto, não estão se preparando, não estão lendo, fazendo parte de instituições estudantis e se preparando para aprender como empreender“, explica.
 
Além de mostrar que 60% dos estudantes pensam em abrir uma empresa no futuro, a pesquisa constatou que 47,6% concordam totalmente com a afirmação “muitas vezes penso em me tornar um empreendedor”. “Empreendedorismo está na moda. Eu acho que muitas pessoas estão falando sem pensar o que é ser e o esforço que você precisa para ser empreendedor”, diz Amisha.
 
Entre estes universitários, 38,1% dos ouvidos disseram que gastam tempo aprendendo a empreender e 44,2% já cursaram uma disciplina ligada a empreendedorismo. Apenas 8,8% dos entrevistados já empreendem em negócios pequenos e com até 10 funcionários.
 
Mais da metade já trabalha em empresas novas no mercado ou startups. Para Amisha, ter a vivência em uma pequena empresa é tão importante quanto buscar capacitação. “Dos que já trabalharam, mais de 70% ficam mais confiantes na capacidade deles. É importante estagiar em uma pequena empresa para ver se pode ser empreendedor mesmo”, diz.
 
Outros 24,4% disseram que estão guardando dinheiro para começar a empresa. Apesar disso, em uma escala de 0 a 100, os estudantes tiveram média de 51,81 pontos sobre o nível de confiança para determinar o valor de investimento inicial e capital de giro necessário para iniciar um novo empreendimento.
 
Os homens estão mais dispostos a empreender e mais confiantes do que as mulheres, segundo o estudo. Além disso, a opinião dos pais é muito importante para 60,2% dos universitários ouvidos.
 
A pesquisa avaliou ainda o desempenho das universidades quando o assunto é empreendedorismo. Só 4,3% das faculdades não têm atividades ligadas a empreendedorismo e mais da metade oferece cursos de introdução sobre o tema e sobre criação de empresas. Além disso, a maioria das instituições de ensino superior do Brasil promove palestras e visitas sobre empreendedorismo.
 
O impacto destas atividades é positivo. Quase 40% dos alunos já cursaram uma disciplina ligada a empreendedorismo e se sentem mais confiantes. “Quem já fez algum curso tem qualidade superior do que aquele que não fez e realmente melhora em coisas técnicas”, diz.  Apesar do tema estar em evidência, os cursos ainda são restritos. “As universidades estão no caminho certo, o que precisa agora é entender a qualidade desses cursos e se os estudantes acham que vale a pena ou não”, diz Amisha.
 
O estudo desenvolvido pela Endeavor ouviu professores de 46 universidades brasileiras e 6.215 estudantes universitários, de todas as regiões do país. A pesquisa faz parte de um projeto que envolve 80 universidades em 40 países.
 


Postado em 10/10/2012


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