Será que você está contribuindo para o desenvolvimento do seu filho?

por Adriana Toledo

Pesquisa Ibope revela que as mães priorizam os cuidados físicos aos aspectos comportamentais e emocionais. Fique por dentro dos estímulos relevantes para um crescimento saudável e descubra se você está no caminho certo
 
A Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, instituição dedicada à disseminação de conhecimento sobre a primeira infância, encomendou o levantamento com o intuito de avaliar o que as mães de crianças na faixa etária entre 0 e 3 anos consideram essencial para o desenvolvimento infantil. De cara, veio a boa notícia de que elas dispensam a devida atenção à saúde, já que 51% consideram que levar ao pediatra regularmente e manter a vacinação em dia devem ser preocupações primordiais. Em contrapartida, os esforços dedicados ao lazer e às trocas afetivas parecem ficar em segundo plano. Apenas 19% das entrevistadas mencionaram brincar e passear como prioridades e somente 12% citaram a importância de receber carinho.
 
“Uma interação de qualidade entre pais e filhos é fundamental para promover  os estímulos necessários a um bom desenvolvimento integrado, que envolve questões cognitivas, emocionais e motoras”, esclarece o neuropediatra Saul Cypel, da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal. “Durante um jogo, a mãe tem a oportunidade de ensinar a criança a esperar sua vez e a assimilar regras. Na hora do lanche, auxiliar no manuseio dos talheres ajuda a treinar a coordenação motora. Explicar ao pequeno como ele pode se vestir sozinho estimula sua autonomia, e assim por diante”, exemplifica o médico. Segundo ele, é importante ter em mente que as bases da estrutura cognitiva de um indivíduo se estabelecem, principalmente, nos três primeiros anos de vida. “A plasticidade cerebral permite que o aprendizado continue até os 80 anos de idade mas, à medida que o tempo passa, os custos ficam mais altos”, avisa.
 
Antes mesmo de nascer
 
A carência de informações sobre a fase mais incipiente do desenvolvimento infantil ameaça trazer prejuízos precocemente. Dentre as mães entrevistadas, uma parcela minoritária de 22% sabe que a criança começa a aprender ainda no útero. 25% entendem que a aprendizagem se inicia com o nascimento. Mas a maioria representada por 53% dessas mulheres acredita que os registros só passam a ocorrer a partir dos 6 meses ou de um ano. “Estudos já demonstraram, por exemplo, que uma ansiedade elevada durante a gestação aumenta os níveis de hormônio cortisol que, por sua vez, atrapalham a organização dos circuitos neuronais do feto”, afirma Saul Cypel. Em outras palavras, as evidências científicas mostram que não se pode negligenciar a influência que a vivência dentro do útero exerce na formação do indivíduo. O mesmo alerta se aplica ao primeiro semestre do bebê fora da barriga. “Cada vez que o recém-nascido tem fome e é alimentado pela mãe, cria-se um mecanismo de repetição do acolhimento que é registrado na memória, aplacando a ansiedade”, ensina Cypel. É por isso que não só o afeto e a dedicação da progenitora são essenciais, mas também a rotina. Estabelecer horários bem definidos para o sono, as refeições e demais atividades permite que a criança se acostume e preveja a sequência de cuidados, o que afasta a incerteza, a sensação de desamparo. “Isso contribui para diminuir a insegurança, o que se traduz em uma personalidade mais autoconfiante no futuro”, justifica o neuropediatra.
 
Lazer construtivo
 
O papel da diversão no desenvolvimento não parece estar tão claro entre as mamães, conforme demonstrou a pesquisa. Quando questionadas sobre suas estratégias para estimular os filhos no tempo livre, 55% responderam que os deixam assistir a desenhos e programas infantis. Infelizmente, apenas 19% das participantes destacaram brincar e passear como ações relevantes para o pequeno se desenvolver adequadamente.
 
“Brincadeiras são fundamentais para a evolução da coordenação motora, dos laços emocionais, além de muitas outras habilidades. As crianças precisam de estímulos visuais, auditivos e táteis”, ensina Cypel. Mais uma vez, a declaração reforça a necessidade de os adultos reservarem momentos de dedicação integral aos baixinhos, focando sua atenção e proporcionando experiências agregadoras.
 
Fonte: Bebe.com.br

 


Postado em 17/10/2012


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