Erros de português dificultam entrada no mercado de trabalho
Dos 7.1 mil candidatos que passaram pelo Sistema Nacional de Emprego de janeiro a abril deste ano,
53% foram reprovados por erros graves.
 
Quem não domina a língua portuguesa pode perder boas oportunidades de trabalho. Na Bahia, o Sistema Nacional de Emprego reprovou mais da metade dos candidatos, este ano, por causa de erros graves de português.
 
Não são apenas erros grosseiros de ortografia. Há também deslizes graves na concordância. Os autores das redações têm Ensino Médio completo e fizeram a prova para tentar entrar no mercado de trabalho em Salvador. O teste faz parte do processo de seleção do Sine, Sistema Nacional de Emprego, um serviço de intermediação de mão-de-obra.
 
São candidatos a vagas de vendedor e operador de telemarketing, funções que exigem capacidade de se comunicar corretamente e com alguma facilidade. Como a pré-seleção é rigorosa, a maioria não consegue ir além dessa fase.
 
Dos 7.1 mil candidatos que passaram pelo Sine de janeiro a abril deste ano, em busca de emprego nesses setores, 53% foram reprovados por erros graves de português nas provas escritas ou dificuldade de se expressar verbalmente.
 
“Se esse profissional não tem uma prática de leitura adequada, se ele não costuma se expressar verbalmente, é claro que no momento em que ele for passar por um processo de seleção, ele vai apresentar essas dificuldades e, com certeza, será reprovado”, explica o gerente do Sine, Moisés Frutuoso.
 
Muitos dos reprovados aceitam uma mãozinha do próprio Sine, que oferece de graça cursos rápidos de redação, gramática e oratória. A psicóloga diz que as aulas não têm a pretensão de suprir todas as deficiências, mas ajudam em outros processos de seleção.
 
“Ao todo, 30% de todos esses candidatos que são qualificados acabam sendo imediatamente efetivados pelo mercado de trabalho”, afirma a psicóloga do Sine Joilma Nobre.
 
“Eu estava tendo um pouco de dificuldade nas questões de redação. Me inscrevi no curso, vim, participei da palestra e fiz. Agora, já está mais esclarecido, já estou pronta para o mercado”, conta a auxiliar administrativa Helenildes Paixão.
 
Fonte: G1 


Postado em 28/05/2013


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