Temas da atualidade que podem cair no Enem e vestibulares 2013/2014
'Importação' de médicos cubanos, papel do Brasil no mundo, redução da maioridade penal,
legado da Copa e tragédia de Santa Maria são apostas
 
Raquel Carneiro
 
Acompanhar os assuntos que fazem parte do cotidiano no Brasil e no mundo é uma tarefa indispensável aos estudantes que pretendem obter um bom desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A prova não tem uma seção dedicada a atualidades, mas exige que os candidatos demonstrem que o conhecimento aprendido nos bancos escolares se relaciona com uma percepção clara da realidade. "Tanto a redação quanto os testes costumam abordar questões importantes e atuais, seja no Brasil ou no mundo", explica Rui Alves Gomes de Sá, diretor pedagógico do curso Pré-Enem, da Abril Educação.
 
De olho nessa característica da prova, VEJA.com vai ouvir, até as vésperas das provas, professores especialistas na avaliação federal. Eles vão indicar os assunto da atualidade que, com maior ou menor probabilidade, podem ser cobrados. Não se trata, é claro, de apontar fatos ocorridos semanas antes da prova, mas de identificar os temas contemporâneos cuja relevância perdura por meses e até anos.
 
Os temas apresentados na lista a seguir são acompanhados de um breve texto de explicação. Além disso, cada um deles possui links para reportagens de VEJA.com que ajudam a explicar os assuntos. Assim, o tema "Papel do Brasil no mundo" oferece a leitura de reportagem sobre a eleição do brasileiro Roberto Azevêdo para o posto de diretor-regal da OMC, enquanto o tema "Legado da Copa de 2014" mostra textos sobre atrasos na construção dos estádios de futebol e assim por diante. Boa preparação!
 
Assuntos atuais que podem ser cobrados no Enem 2013:
 
'Importação' de médicos cubanos
A maioria dos médicos estrangeiros no Brasil são bolivianos (880), seguidos dos peruanos (401), colombianos (264) e cubanos (216). Em maio, o governo brasileiro anunciou que pode autorizar a imigração de 6000 médicos cubanos para trabalhar no interior do Brasil, local carente desse tipo de mão de obra. O anúncio não foi bem recebido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que alegou que não há falta de profissionais no Brasil, mas má distribuição deles pelas regiões do território nacional.
Outra controvérsia a respeito é que o projeto aceitaria a atuação desses profissionais sem exigir deles a realização do Revalida, prova de revalidação do diploma obrigatória para quem se formou fora do país e pretende atuar aqui.  Possibilidades de intercâmbio em outras áreas e com outros países estão na mira do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 
Rui Alves Gomes de Sá, diretor pedagógico do curso Pré-Enem, da Abril Educação, avalia que o assunto pode ser abordado no Enem sob a ótica do imediatismo — ou seja, medidas paliativas adotadas às pressas para tratar de problemas importantes. “Em lugar de planejar a formação de mais médicos e de aprimorar a educação nacional, tenta-se resolver o problema de forma apressada, sem análise de consequências”, diz Sá.
 
O papel do Brasil no mundo
Figurando no bloco das nações emergentes, o Brasil ascendeu economicamente sem deixar de lado a redução da desigualdade social, como apontou o recente Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) 2013. A previsão é de que o país, juntamente com China e Índia, respondam em 2050 por 40% da riqueza global.
Outro indicador do prestígio do Brasil no mundo foi a eleição do diplomata Roberto Azevêdo para o posto de diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) — ele assume o cargo em setembro. É a primeira vez na história que um latino-americano alcança o posto máximo da organização, dedicada a promover o comércio entre nações e resolver litígios de transações entre elas.
“Como país emergente, o Brasil se tornou um ator relevante na discussão de questões mundiais”, diz o professor Rui Alves Gomes de Sá, diretor pedagógico do curso Pré-Enem, da Abril Educação.
 
Redução da maioridade penal
A discussão sobre a redução da maioridade penal para 16 anos voltou à tona em 2013 com o crescimento de crimes, muitos deles violentos, cometidos por jovens com menos de 18 anos. A mudança é defendida por políticos como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que propõe uma alteração no código do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) — que prevê que um jovem seja considerado culpado por suas ações apenas depois dos 18 anos. Isso faz com que a privação de liberdade para menores de idade infratores não supere os três anos.
O debate tem considerado a realidade de outras nações. Nos Estados Unidos, por exemplo, não existe uma lei específica sobre idade mínima para prisão; na Irlanda, os adolescentes podem ser penalmente responsabilizados por qualquer delito a partir dos 12 anos; no Japão, a partir dos 14. Na Suécia, adolescentes de 15 anos já podem ser presos.
 
O legado da Copa do Mundo de 2014
A escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo 2014 provocou a desconfiança de muitos brasileiros, que temiam que as autoridades repetissem erros na preparação de outros eventos. A apreensão tem se confirmado conforme se aproxima a Copa, com atraso na entrega de estádios, gasto excessivo de dinheiro público e falta de perspectiva de mudança na infraestrutura do país.
Obras de mobilidade urbana e de expansão dos sistemas de transportes públicos, essenciais também para a realização da Olimpíada de 2016, mal saíram do lugar. O mesmo ocorre com aeroportos.
“É importante observar aí um traço da cultura brasileira de deixar tudo para a última hora. Além disso, há um componente intencional, que provoca superfaturamento de obras e despesas extras, relegando o interesse público a segundo plano”, analisou Rui Alves Gomes de Sá, diretor pedagógico do curso Pré-Enem, da Abril Educação. “O maior legado da Copa deveria ser mudar, para melhor, a vida do brasileiro.”
 
Tragédias no Brasil e o caso de Santa Maria
O trágico incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS), em 27 de janeiro, que fez 242 vítimas fatais, pode motivar questões sobre falta de planejamento e de observação das leis por parte da sociedade brasileira. Só depois do episódio é que boa parte das cidades brasileiras passou a vistoriar casas noturnas e a exigir medidas de prevenção a incêndios e superlotação. Centenas de vidas poderiam ter sido poupadas se a fiscalização correta tivesse sido feita.
“Não existe um planejamento para evitar o acidente. Infelizmente, no Brasil, o normal é esperar que algo aconteça para só então tomar providências”, diz o professor e diretor pedagógico Rui Alves Gomes de Sá.
 
Fonte: VEJA.com


Postado em 28/05/2013


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