Como criar filhos bem-sucedidos?
por Andrea Ramal
 
"Criança não precisa de um iPhone aos 9 anos,
não precisa ir à Disney antes de ser alfabetizada,
não precisa de um guarda-roupa de estrela de cinema.
Criança precisa ser amada."
(Martha Medeiros,
jornalista e escritora, Jornal Zero Hora, 03/02/2012)
 
Trabalhei muitos anos em colégios, dando aula para turmas de diversas faixas etárias. O fato de as crianças chegarem à escola tão diferentes umas das outras sempre me chamou a atenção.
 
Estudantes da mesma série, de famílias com poder econômico muito parecido, podiam apresentar enormes diferenças na bagagem cultural, nos valores e nas posturas.
 
Tive alunos que, com apenas 8 ou 9 anos, sabiam reconhecer pinturas de Michelangelo, cantavam canções de Tom e Vinícius e já tinham assistido ao balé O Quebra Nozes. E outros, que só conheciam os personagens das novelas e dos desenhos animados.
 
Alunos que, nas primeiras séries, já falavam com desenvoltura, faziam apresentações, participavam dos trabalhos em grupo com segurança e autoconfiança. E outros que preferiam não fazer quase nada, tentando passar despercebidos até para não ir ao quadro-negro.
 
Estudantes de 9 ou 10 anos que, nas redações, surpreendiam os professores falando sobre tudo o que fariam “se fossem presidentes do Brasil”, dizendo que acabariam com a fome e que colocariam todas as crianças na escola. Outros que, com a mesma idade, pensavam em comprar roupas da moda, perguntavam aos colegas quanto o pai ganhava e se exibiam com tênis novos.
 
No mais, todos constituíam um grupo de meninos e meninas comuns e adoráveis: brincalhões, travessos e agitados como quaisquer outros, e ao mesmo tempo curiosos, interessados e ligados em desafios.
Eu gostaria muito que a escola pudesse suprir de algum modo essas distâncias. Não para igualar as identidades nem padronizar pessoas, e sim para dar a todas as crianças as mesmas oportunidades de crescimento. No entanto, o que as aulas podem fazer é limitado.
 
Quero deixar esta reflexão com você, que é pai ou mãe de uma criança, um ser indefeso e frágil, com toda a vida pela frente. O que você pode fazer para que essa semente desabroche, cresça forte e vigorosa e ocupe seu lugar na vida de um modo brilhante?
 
Não deixe seu filho ficar bitolado, conhecendo apenas as matérias da escola. O mundo é bem mais do que matemática e português, muito mais do que se pede nas provas.
 
Crie oportunidades para que ele possa ter outras experiências de aprendizagem, que mobilizem a sensibilidade, as expectativas e os desejos, envolvendo a razão e os afetos.
 
Seja o melhor pai ou a melhor mãe que conseguir ser. Pergunte-se a cada dia: hoje estou sendo o melhor pai? Estou sendo a melhor mãe que posso ser para meu filho?
 
O critério para responder a essa questão não está no número de presentes que você deu nem nas vezes em que você deixou seu filho fazer o que queria - nem mesmo nas vezes em que você o protegeu de decepções e fracassos.
 
A resposta está em quanto você se esforçou e se dedicou para que ele se desenvolvesse como pessoa da forma mais plena possível. Está em quanto você demonstrou o seu amor e, com isso, fez essa criança se sentir importante, valiosa, única e especial.
 
Você pode contratar a melhor escola, com os melhores professores, mas a educação do seu filho só será completa se você participar de verdade desse processo. Sua casa é um laboratório do mundo. O modo como as coisas acontecem na família ensina mais do que muitas aulas da escola.
 
Com você, por suas palavras e atitudes e sobretudo pelo seu exemplo, seu filho pode aprender a reproduzir a sociedade ou a transformá-la; manter as injustiças ou batalhar por um mundo justo e solidário; viver na mesmice ou cultivar sonhos e construir a felicidade.
 
Crie seu filho para levantar voo.
 
Trecho do livro "Filhos Bem-Sucedidos", escrito por Andrea Ramal. Saiba mais neste link. 


Postado em 24/06/2013


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