Como lidar com o autoritarismo das crianças
Veja as dicas dos especialistas para evitar que seu filho se torne um mandão
 
por Adriana Carvalho 
 
A falta de limites pode levar seu filho a ter uma postura autoritária. Descubra como reverter isso!
  
Eles mandam em tudo e em todos. Querem ser atendidos imediatamente e não suportam esperar um segundo. Não aceitam regras e desrespeitam o direito dos outros. Esses são comportamentos típicos das crianças autoritárias. "O autoritarismo da criança muitas vezes decorre de pais que não conseguem dar limites aos filhos", explica Aurélio Melo, professor de desenvolvimento humano do curso de psicologia da Universidade Mackenzie.
 
De acordo com o especialista, essa dificuldade em impor os limites aos filhos pode estar relacionada ao sentimento de culpa dos pais, que temem não ser amados pelos filhos se os contrariarem. "Em outros casos, são comportamentos incentivados por pais que acreditam que seus filhos devem se sobrepor aos demais e se tornarem mais competitivos", diz Aurélio. Veja aqui as dicas para ajudar seu filho a lidar com as atitudes autoritárias.
 
1. O que se deve fazer quando a criança se mostra autoritária?
 
Conforme se desenvolvem, é natural que as crianças comecem a explorar e a testar os adultos para ver até onde podem ir com suas atitudes e comportamentos. Cabe aos adultos estabelecer os limites e as regras que devem ser seguidos pelas crianças e cobrar constantemente o seu cumprimento. É importante ainda mostrar às crianças que cada um tem direitos e também deveres. E ensinar que elas não são o centro das atenções. A criança interrompe a conversa dos adultos para pedir alguma coisa? Ensine-a que deve esperar sua vez de falar. O filho ordena que alguém lhe sirva um pouco mais de sobremesa? Diga que deve pedir com gentileza e educação e agradecer após ter seu pedido atendido.
 
2. Como os pais devem exercer sua autoridade sobre os filhos?
 
No exercício da autoridade, é preciso equilíbrio. Como afirmava o historiador italiano Cesare Cantú: "a autoridade que não é equilibrada, é tirania". Pais que não impõem limites podem criar filhos mandões e autoritários. "Por outro lado, pais excessivamente repressores podem gerar filhos obedientes, mas incapazes de desenvolver uma ética madura, ou seja, as crianças obedecem por medo e não pelo respeito. A autoridade saudável é aquela exercida com constância, impondo limites e ao mesmo tempo dando segurança às crianças", orienta a psicóloga clínica Elisa Villela, mestre e doutora em desenvolvimento humano pela Universidade de São Paulo (USP).
 
3. E quando os pais discordam entre si sobre como agir com o filho? Como proceder?
 
Quando discordarem, os pais devem discutir o assunto longe da presença dos filhos. O importante é que um não desautorize o outro na frente da criança. "Aquele que é desautorizado perde poder e fica se repetindo", afirma Aurélio Melo, professor de desenvolvimento humano do curso de psicologia da Universidade Mackenzie. Vale também lembrar que os pais não nasceram pais e estão eles próprios em um processo de aprendizagem. "Educar é um processo de aprendizagem dos próprios pais no decorrer do crescimento dos filhos. Um deve ouvir o outro e repensar suas atitudes. Educar não deve ser encarado como uma disputa entre os pais de quem é melhor ou mais justo ou correto. Para os filhos é muito importante sentir a unidade do casal", explica Elisa Villela, mestre e doutora em desenvolvimento humano pela Universidade de São Paulo (USP).
 
4. Crianças autoritárias podem se tornar agressivas?
 
Sim. Crianças que não são ensinadas a saber esperar e que não aprendem a obedecer regras e limites são também crianças mais sensíveis às frustrações. E, quando frustradas, podem reagir negativamente, muitas vezes de forma agressiva, fazendo escândalos ou tendo ataques de birra. "Quando a criança tem baixa tolerância à frustração tende a reagir agressivamente de forma a tentar controlar o ambiente, ou seja, a punir a pessoa ou o objeto que, a seu ver, está lhe fazendo sofrer", afirma a psicóloga clínica Elisa Villela, mestre e doutora em desenvolvimento humano pela Universidade de São Paulo (USP). Por isso é importante que os pais não aceitem as manifestações de agressividade dos filhos, caso contrário mostrarão a elas que podem conseguir o que querem pela força ou pelo grito.
 
5. Como ajudar a criança a lidar com amigos ou colegas de escola que são autoritários?
 
É importante manter sempre um canal de diálogo aberto com seu filho e conversar sobre como ele se sente conforme as situações vão se apresentando. "Em situações em que o filho se comporta de forma submissa diante de um amigo mandão, os pais devem ajudar a criança a se defender e a colocar limites ao comportamento do amigo autoritário, sem necessariamente romper a amizade. O reconhecimento dos pais do direito da criança a colocar limites a deixará mais segura e menos ameaçada de perder o amigo", diz a psicóloga clínica Elisa Villela, mestre e doutora em desenvolvimento humano pela Universidade de São Paulo (USP).
 
6. Qual a diferença entre as crianças que têm comportamento autoritário e aquelas que mostram comportamento de liderança?
 
O líder suporta as diferenças e aceita as contribuições dos outros, em brincadeiras ou nos jogos, conforme explica a psicóloga clínica Elisa Villela, mestre e doutora em desenvolvimento humano pela Universidade de São Paulo (USP). "Já o autoritário não pode ser questionado ou desafiado, pois no fundo teme que sua fragilidade apareça. Para se defender usa da agressividade", diz Elisa.
 


Postado em 12/08/2013


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