Entender a Geração C desafia os educadores
Reportagem aborda a relação dos jovens midiáticos, que estão em idade escolar, e seus professores. 
Estudos indicam que os jovens usam muito o celular para interagir
 
Para quem vive o dia a dia da educação, é notório que a geração atual de jovens em idade escolar possui hábitos de comunicação diferentes das gerações anteriores, principalmente pela forma como lida com a tecnologia e utiliza os recursos da internet para comunicar, aprender e se divertir. Um dos conceitos desenvolvidos para compreender esses jovens é o da “Geração C”, criado por Dan Pankraz, especialista australiano no universo jovem.
 
A professora e assessora de tecnologia educacional, Elizabeth Fantauzzi, afirma que a escola e os professores precisam se aproximar do universo conectado dos jovens e se apropriar desses dispositivos como ferramentas pedagógicas.
 
Um dos problemas que a educação precisa enfrentar, segundo ela, é a existência de dois comportamentos que o aluno apresenta atualmente: um dentro da escola, onde ele é passivo e somente recebe informações, e um fora da escola, quando cria vídeos, posta em blogs e vive em redes. “A escola deve retomar seu papel de referência, ajudando os jovens a se sentirem estimulados também no ambiente de aprendizagem para construírem conhecimento e criarem conteúdos cada vez melhores, derrubando as fronteiras entre a sala de aula e o mundo lá fora”, diz a professora.
 
Na maioria das vezes, os jovens lidam com as tecnologias digitais de forma mais natural que seus professores. “São indivíduos que veem menos barreiras para seu potencial realizador e também são seres eminentemente céticos, que recorrem a múltiplas fontes de informação quando desejam formar opinião sobre algo”, destaca o professor de Branding na Pontifícia Universidade Católica de Minas gerais (PUC-MG), Rodolfo Araújo.
 
A fluência nos meios digitais pelos jovens não vem por acaso: “Pesquisas apontam que eles chegam a trocar, em média, 3,3 mil mensagens por mês. Imagine o que flui de relevante nesse volume”, desaca. Estes números podem assustar pessoas não habituadas ao impacto das tecnologias digitais, mas não podem passar despercebidos pelos professores.
 
“A referência na formação dos jovens é o professor. Ele deve estar inteirado sobre os impactos das TICs”, afirma Elizabeth. A forma mais efetiva para atingir este objetivo, segundo ela, é proporcionar vivência online para formar e atualizar os educadores.  
 
Conceito traduz o perfil do público jovem e conectado
 
A ideia de Geração C (letra que vem de Connected Collective) foi criada por Dan Pankraz, diretor de planejamento e estratégias para o público jovem da DDB Sydney. Ele se refere a pessoas de 10 a 35 anos que estão conectados, cocriam conteúdos, customizam suas experiências com os dispositivos, se organizam em comunidades e são extremamente curiosos. Prankz listou uma série de características que servem de dicas para quem produz conteúdo para a Geração C, entre elas:ser relevante, útil e divertido; e permitir que eles participem e também produzam conteúdos.
 


Postado em 23/08/2013


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