A escola é o compromisso do seu filho. Saiba porque é importante estar presente
 
por Beatriz Santomauro
 
Um falta porque está frio demais. Outro porque o pai aproveitou uma promoção e toda família viajou. Um terceiro pegou uma gripe e estava indisposto. Para aquele, a preguiça falou mais alto. E assim vai. Cada um tem um motivo, um às vezes mais sério do que outro. OU menos sério do que o outro. Mas a questão é: quando um estudante deixa de ir à escola, muitos saem perdendo. "O maior prejudicado, sem dúvida, é o próprio aluno, já que ele precisa correr atrás do tempo perdido para seguir o ritmo dos demais. E, por mais que faça, nem sempre todo o esforço é suficiente", afirma Vera Barreira, Orientadora Educacional da Escola da Vila, em São Paulo.
 
Os colegas de turma também sofrem porque, de um jeito ou de outro, vão ouvir de novo pelo menos parte das explicações do professor ao invés de aprender coisas novas ou ter discussões mais aprofundadas. O prejudicado é o professor, que precisa refazer seu planejamento para suprir o desfalque de quem está ausente, disponibilizar material e estar atento para que diferenças de conhecimento entre a turma não se acentuem. "Não é a toa que é lei nacional: os dias letivos precisam ser cumpridos, sendo uma responsabilidade da instituição de ensino oferecer a Educação e dos alunos fazerem sua parte", diz Vera. A seguir, leia puxões de orelha para crianças e para os pais que não consideram as faltas tão graves assim: 
 
1. Quando o aluno falta, mas depois estuda em casa, ele recupera o que foi trabalho em sala. Não é assim?
Estudar em casa deve ser visto como um complemento às aulas e não como um substituto. "A construção do conhecimento se dá em aula e pelo grupo. Determinados aspectos de um texto são salientados no debate e na discussão coletiva. É por isso que esse texto, lido em casa e sem as contribuições de sala, não terá a mesma força e os momentos em grupo não têm como ser recuperados", enfatiza Vera Barreira, Orientadora Educacional da Escola da Vila, em São Paulo.
 
2. Quando é melhor faltar, antes ou depois do período de provas?
Não há época boa para faltar: do começo ao fim do ano há conteúdos que precisam ser trabalhados e momentos ricos para o relacionamento entre os alunos. Se antes da prova existem as revisões e um acúmulo de informações maior, depois delas novos assuntos entram em aula e são mesclados com a solução das dúvidas que ainda persistirem.
 
3. Para crianças pequenas, que não aprendem conteúdos, faltar é menos grave?
Foi-se o tempo em que se acreditava que os bebês e pequenos da Educação Infantil estavam na escola só para serem bem cuidados. Hoje, sabe-se que os momentos de troca de fralda, do banho ou da alimentação, assim como colocar objetos na boca, tentar repetir um som ou engatinhar são situações de aprendizagem. Outros saberes, como os que surgem na convivência entre as pessoas mais velhas ou de mesma idade, também estão presentes na escola. "Claro que não são os mesmos conteúdos das crianças do Ensino Fundamental, mas os pequenos também estão vivendo uma série de experiências que, para eles, são fundamentais", explica Vera Barreira, Orientadora Educacional da Escola da Vila, em São Paulo. Para os menores, faltar à escola tem ainda outro complicador: o retorno é sempre uma nova adaptação à rotina.
 
4. Mas por que os estudantes faltam?
Doenças, viagens, bullying, vergonha por não ter um bom desempenho, atrasos e até mau tempo são motivos para engrossar uma lista de justificativas para as faltas. Mas Priscilla Albuquerque Tavares, pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo na área de Economia da Educação, indica que para os alunos mais velhos, como os do Ensino Médio, "a principal causa de ausências é o pouco interesse pela escola, que seria vista pelos jovens como chata e pouco útil". Ela cita ainda outros fatores associado às faltas, dessa vez para qualquer idade: "se o entorno da escola é violento, os alunos tendem a comparecer menos".
 
5. O que os pais devem fazer para evitar faltas?
Valorizar a escola e saber que a presença constante do aluno é essencial. "Acompanhar de perto o desempenho do filho também é uma maneira de se envolver e participar", diz Priscilla Albuquerque Tavares, pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo na área de Economia da Educação. "Se os pais consideram que os filhos não precisam ir à escola por considerá-la de má qualidade, deve pressionar o poder público e os profissionais envolvidos para melhorá-la. Não adianta deixar tudo como está e se ausentar por isso", reforça.
 
6. E nos casos de doenças, o que fazer?
Vera Barreira, Orientadora Educacional da Escola da Vila, em São Paulo, diz que quando alguém fica doente todo o grupo deve ajudar o faltoso, já que ele não tem culpa e está precisando. Ana Cristina Gazotto, coordenadora pedagógica da EMEB Regina Maria Tucci de Campos, em Mogi Mirim, interior de São Paulo, diz que são poucas as doenças que tiram os estudantes da escola por muito tempo. "Quando algum deles quebra o braço, por exemplo, as crianças vão à escola e recebem ajuda, seja dos professores seja dos colegas, para escrever. Em casa, os pais precisam apoiá-los para escrever as tarefas", indica.
 
7. E o que deve se esperar da escola diante da ausência de seus estudantes?
Não há um só modelo que deve ser seguido, mas as instituições de ensino devem estar atentas às ausências para trocar informações com as famílias e com o próprio estudante, já que isso vai afetar seu desempenho - o que tem tudo a ver com a responsabilidade da escola. "A escola pode telefonar ou visitar a casa, por exemplo", cita Priscilla Albuquerque Tavares, pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em São Paulo na área de Economia da Educação.
 


Postado em 18/09/2013


Notre Dame
+ Notícias

atendimento
CENTRAL DE ATENDIMENTO
(13) 3579 1212
Unidade I - Av. Pres. Wilson, 278/288 - Itararé
Unidade II - Rua Pero Corrêa, 526 - Itararé
Unidade III - Cel. Pinto Novaes, 34 - Itararé