Como os tablets podem ajudar na educação das crianças
por Simone Tinti
 
Seu filho mal aprendeu a andar e já se diverte com os tablets. Afinal, basta tocar na tela e montar quebra-cabeças, desenhar, ouvir sons de animais da fazenda, entre tantas outras atividades que os gadgets permitem tão facilmente. Mais do que entretenimento, porém, os aplicativos podem oferecer conteúdo para ampliar o repertório cultural do seu filho.
 
Evitar usar os aparelhos como “babás eletrônicas” é uma das principais recomendações de educadores e pediatras. O ideal é que os pais também usem os aplicativos com os filhos ou, pelo menos, que controlem o tempo de acesso às brincadeiras digitais – ou seja: o mesmo cuidado que você tem com o uso do videogame, do computador e da TV.
 
O neurologista infantil Antonio Carlos de Faria, do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba (PR), destaca que os jogos nos tablets podem estimular habilidades motoras, sim. Mas que é comum os pais confundirem a aquisição de habilidades cognitivas com as emocionais. “É só perceber, por exemplo, que a criança sabe usar o ‘touch’ do tablet, mas ainda não aprendeu a amarrar os sapatos”, diz Faria. Ou seja, nenhuma diversão virtual pode substituir as brincadeiras de rua e as atividades em grupo, fundamentais para o desenvolvimento infantil. “É fundamental chorar, tocar, ver, ouvir. É assim que as crianças formam suas redes sociais”, explica.
 
Para aproveitar o melhor dos aplicativos, vale ficar atento a algumas orientações:
 
1. Escolha aplicativos que ofereçam conteúdo pedagógico e que ampliem o conhecimento de seu filho. Entre diversas opções, há apps de jogo da memória, quebra-cabeças, que ensinam a cozinhar, a fazer cerâmica, a vestir bonecas e com algum tipo de desafio (como os jogos com tarefas e metas a serem cumpridas).
 
2. Não se esqueça de escolher apps indicados para a faixa etária da criança, além de temas e personagens que a interessem. “Nem tão fácil nem tão difícil que desanime a criança”, diz Valdenice Minatel, coordenadora do departamento de tecnologia do colégio Dante Alighieri, em São Paulo.
 
3. Não libere de uma vez a internet. Espere a demanda da criança por esse tipo de acesso. A partir do momento em que ela passa a usar também a internet, é preciso ficar ainda mais de olho. Importante lembrar que a recomendação de uso das redes sociais, como o Facebook, seja feito a partir dos 13 anos. 
 
4. Em restaurantes, para distrair a meninada enquanto esperam a comida, uma boa opção podem ser os aplicativos colaborativos, para trabalhar em dupla. Assim, ela não fica “isolada” na mesa.
 
5. Nem só como base para jogos e e-books servem os tablets. Usá-los para filmar e fotografar também é outra boa dica para que seu filho use o gadget de um modo mais “ativo”. Há também apps que permitem criar games a partir de fotos (veja na lista abaixo).
 
6. Em um grupo de crianças, evite os tablets e permita que eles brinquem juntos. Assim, como explicou Faria, elas poderão adquirir habilidades sociais e desenvolver-se plenamente.
 
7. Deixe para ler histórias no tablet para o seu filho durante o dia. Antes de dormir, como recomenda o neurologista, o ideal são os livros, já que a luz da tela pode interferir no sono.
 
Outras fontes entrevistadas: Renata Pastore, diretora de tecnologia educacional do colégio Visconde de Porto Seguro; Solange Souza, coordenadora pedagógica do Colégio Ofélia Fonseca.
 
8 aplicativos para se divertir (e aprender) com os tablets:
 
1. Quem Soltou o Pum?
E-book da Cia das Letrinhas
Disponível para iPad
Classificação: +4
Nesta versão, as crianças comandam os movimentos do cachorro Pum, mexem nos objetos que ele derrubou, acendem e apaguem a luz do abajur, ligam a máquina de lavar roupa, colocam o bolo na boca da tia Clotilde, entre outros movimentos e sons.
 
2. www.angela-lago.com.br
O site de Angela Lago, escritora e ilustradora de livros para crianças, oferece uma série de curtas animações (com sons) que deverão divertir os mais novos. Há caveirinhas, Chapeuzinho Vermelho e o Lobo, além de brincadeiras com o alfabeto. O site está sendo transposto para uma plataforma que, em breve, permitirá acessar as histórias também pelos smartphones.
Classificação: +3
 
3. Make a Scene
Disponível para iPhone e smartphones
Classificação: +4
Permite criar cenas temáticas de fazendas, dinossauros e animais de estimação, entre outras. Basta arrastar e largar os objetos e animais escolhidos. As crianças podem escutar o nome de cada item, ver animações e outros efeitos sonoros.
 
4. Até as Princesas Soltam Pum!
E-book da Brinque-Book
Disponível para iPad, iPhone e iPod touch
Classificação: a partir de 3 anos (leitura compartilhada) e 6 anos (leitura independente)
Além de ler – ou reler a história criada por Ilan Brenman – em plataforma digital, é possível ouvi-la a partir do QR code no interior do livro (via smartphone ou tablet). A história parte da dúvida de Laura, que sempre quis saber se as princesas de contos de fadas soltam ou não pum.
 
5. Tiny Tap
Disponível para iPad (em português)
Classificação: + 4 anos
Com esse app, seu filho poderá criar games a partir de fotos e de sua própria voz gravada. Também há alguns jogos prontos a serem personalizados pela criança.
 
6. Toca Band
Disponível para iPhone e iPad
Classificação: 2 a 9 anos
Esse aplicativo permite aos pequenos tocar sons variados e montar uma banda.
 
7. Pepi Bath
Disponível para iPhone, iPad e sistema Android
Classificação: + 4 anos
Ensina noções de higiene a partir de quatro diferentes situações em que o personagem Pepi (que pode ser um menino ou uma menina) aparece no banho, usando a máquina de lavar roupas, escovando os dentes e indo ao banheiro.
 
8. ABC das Palavras
Disponível para iPhone, iPode touch e iPad
Classificação: + 4 anos
Ideal para quem está começando aprender o alfabeto. A criança deve formar a palavra correspondente a uma figura e para isso basta arrastar as letras.
 
Fonte: Crescer


Postado em 26/09/2013


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