O que você precisa saber para mandar bem nas provas de línguas do Enem
Professores dão dicas e apontam os temas de gramática que costumam ser mais cobrados
 
por Ana Prado 
 
As questões de português, inglês e espanhol do Enem envolvem essencialmente interpretação de texto. Mesmo assim, é importante ter noções gramaticais e, no caso das línguas estrangeiras, saber suas principais diferenças em relação ao português. 
 
Inglês
“As provas de língua inglesa em vestibulares costumam trazer questões de nível médio a avançado”, afirma o professor Elvio Peralta, diretor superintendente da Fundação Fisk. “Um dos requisitos mais importantes para o candidato é ter um bom vocabulário, relacionado a diferentes áreas”, completa. Para isso, a dica é ler muito – especialmente sites de jornais ingleses e americanos, principalmente matérias sobre política, ciência, saúde e comportamento, que geralmente são abordadas nas questões. Isso o ajudará a entender a estrutura do idioma e conhecer novas palavras.
 
Entre as estruturas mais cobradas nos exames, estão:
  • Pronomes: Na presença de um pronome, saiba exatamente a que ou a quem se refere, de acordo com o texto em que está inserido.
  • Conjunções: É muito importante entender a função das conjunções, como although, regardless, once, unless. Elas podem ser usadas para adicionar informação, contrastar ideias ou apresentar uma condição.
  • Phrasal verbs e idiomatic expressions: Conheça verbos e expressões sinônimas para eles, no próprio inglês, e cuidado com falsos cognatos. Questões para identificar frases com o mesmo sentido são comuns nas provas.
  • Prefixos e sufixos: Conheça o significado dos principais deles.
  • Voz ativa e voz passiva / Discurso direto e indireto – Treine as regras de como transformar frases de uma para a outra. (Faça este simulado)
  • If Clauses (frases condicionais): elas geralmente aparecem relacionadas ao entendimento do texto. (Veja esta videoaula).
Espanhol
Assim como no inglês e no português, é preciso dar atenção à interpretação de texto na prova de espanhol. Além de ler notícias no idioma, o aluno “deve procurar conhecer um pouco da literatura e da cultura hispana em geral, pois muitos dos textos são extraídos de obras literárias”, diz o professor Elvio. É importante que o vocabulário seja estudado em um contexto.
 
Nas questões gramaticais, fique atento:
  • Ao uso dos tempos verbais, principalmente à diferença de uso entre Pretérito Perfecto e Pretérito Indefinido, pois isso pode mudar o sentido da frase.
  • Aos pronomes átonos (lo,la, los las, le, les, se).
  • Às conjunções, dando especial atenção às adversativas e concessivas (pero, sino, sin embargo, aunque, mientras, etc.).
  • Aos falsos cognatos, que são palavras semelhantes no português e no espanhol, mas com sentidos totalmente diferentes, como acordar (chegar a um acordo), luego (depois) etc.
  • À ocorrência de apócopes, que são o corte de uma ou duas letras de alguns adjetivos ou advérbios antes de substantivos. Exemplo: buen hombre e hombre bueno; gran persona e persona grande.
  • À diferença entre Haber y Tener.
  • À diferença entre os advérbios muy (usado antes de adjetivo e advérbio) e mucho (usado antes de substantivos e depois de verbos).
  • Às palavras heterogenéricas, que possuem forma igual ou semelhante em espanhol e português, mas pertencem a gêneros diferentes (“el color” e “a cor”, por exemplo).
  • Às palavras homônimas, que têm significado diferente de acordo com o artigo que a antecede (por exemplo, el cólera, que é a doença, e la cólera, que significa raiva).
  • Às conjunções y/e (usa-se “e” antes de palavras iniciadas em “i” ou “hi”, e “y” antes das outras) e às conjunções o/u (usa-se “u” antes de palavras iniciadas em “o” ou “ho” e “u” antes das outras).
Português (interpretação de texto)
Para o professor Elvio Peralta, a prova de língua portuguesa ainda é a mais desafiadora, pois as perguntas são mais complexas. Veja algumas dicas que ajudarão você a se sair bem nas questões de interpretação de texto tanto em português quanto em línguas estrangeiras:
 
Dicas gerais para a interpretação de texto em qualquer língua: 
  • As perguntas e as alternativas do Enem são sempre em português. Assim, para não perder tempo durante a prova, verifique as perguntas antes de ler o texto na íntegra para identificar e sinalizar as informações necessárias mais facilmente.
  • Entender o tema central do artigo é fundamental. Para isso, ler atentamente o seu título e subtítulo ajuda muito.
  • Leia atentamente o enunciado das questões para saber o que pedem e identificar "pegadinhas, especialmente os que contenham palavras como “correto”, “incorreto”, “não”, “somente”, “apenas” e “exceto”, que podem confundir você sobre o que a pergunta está pedindo. Em uma mesma prova, temos questões com “É correto afirmar...” e “NÃO é correto afirmar”, por exemplo.
  • Um dos desafios nas questões de interpretação de texto, especialmente de língua estrangeira, é entender como as ações acontecem, em que momento, em que ordem e se já foram concluídas. Isso é especialmente difícil em enunciados mais complexos, que trazem mais de três verbos. Por esse motivo, deve-se estudar os tempos verbais, procurando visualizar as ações acontecendo. 
  • Cuidado ao escolher a alternativa, pois às vezes os conhecimentos prévios a respeito do tema ultrapassam o que está no texto e algumas das alternativas contêm coisas que o candidato sabe, mas não necessariamente estão no texto.
  • Faça simulados. A melhor forma de estudo ainda é a prática.
Professores consultados: Elvio Peralta, diretor superintendente da Fundação Fisk; Hernán Veloso (espanhol), professor da Oficina do Estudante; Leonardo Braga Scriptore (Inglês) e Christian Francis Braga de Oliveira Soares (Espanhol), professores do Cursinho do XI.
 


Postado em 30/09/2013


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