Como os bons professores impactam a futura renda financeira dos alunos
por Henrique Gala, Rafaela Marchetti, Gil Giardelli e Equipe Gaia
 
Qual o valor de ensinar? Em trabalhos recentes de Raj Chetty e John Friedman, da Universidade de Harvard, e Jonah Rockoff, da Universidade de Columbia, este valor ficou mais do que claro:
 
Bons professores valem seu peso em ouro. 
 
Mas como um bom professor, aliado a sua boa capacidade de formar e moldar mentes, tem influenciado no mercado de trabalho? 
 
Mais do que a importância de um professor competente, o estudo dos três economistas mostra como a educação de alta performance pode exercer um grande impacto na futura renda de seus alunos.
 
Através da pesquisa, eles chegaram à conclusão de que a qualidade dos professores varia muito mais dentro do que entre escolas, provando que os melhores professores não estão apenas em escolas particulares.
 
Sendo assim, tendo acesso aos bons profissionais de ensino, os pesquisadores compararam a capacidade do professor de ensinar com a renda dos alunos já crescidos, levando em conta, é claro, suas notas na época em que estudaram com o determinado professor e dados demográficos.
 
Os resultados? 
 
Bons professores, além de fazer com que os alunos ingressem em uma boa faculdade, também fazem com que a taxa de gravidez na adolescência caia e fazem crescer o número de jovens preocupados com previdência e planos de aposentadoria.
 
Falando agora em números, os autores avaliam que bons professores são capazes de aumentar a renda vitalícia coletiva de cada classe que ensinam em aproximadamente US$1.4 milhões. Este crescimento se aplicaria em todas as classes que os professores ensinam durante toda a sua carreira.
 
Mas, além de sua boa capacidade de ensino, o que mais ajuda um professor a formar profissionais de sucesso? A internet e as facilidades do ensino online, definitivamente, são respostas plausíveis para revolucionar a educação de alta performance, mas nem todos os professores pensam assim.
 
Voltemos um pouquinho no tempo e história:
 
Durante a Revolução Industrial, no século XVIII – revolução que mudou os rumos da tecnologia e foi o embrião do mundo em que vivemos hoje –  surgiu o movimento oposto às máquinas conhecido como “Ludismo”, no qual os trabalhadores da época eram contra a mecanização do trabalho por medo de perderem seus empregos.
 
E o motivo de alguns professores serem receosos com o fato de a internet fornecer acesso de conteúdo rico relativamente barato, é exatamente o mesmo: de que a mesma pode tomar seus empregos, já que, atualmente, as MOOCS (Massive Open Online Courses) são tão eficazes quanto a boa e velha aula em classe.
 
Em 2011, a educação online alcançou o impressionante número de 6.7 milhões de estudantes, sendo que um terço destes utilizou os MOOCS como um complemento de suas graduações.
 
Como tudo o que faz sucesso, a tecnologia é alvo de críticas e elogios no que diz respeito ao ensino de alta performance.
 
De acordo com Peter Higgs, conhecido como o físico que odeia tecnologia, descobridor da “Partícula de Deus” e vencedor do Nobel de Física deste ano, os computadores e a tecnologia podem coexistir perfeitamente com os velhos métodos.
 
Para os não cientistas não fica muito claro como a computação está mudando quase todos os campos de pesquisa, pois eles aprendem sobre resultados interessantes da mídia, mas sabem pouco sobre o processo utilizado para obtê-los.
 
A descoberta que rendeu a Higgs o Prêmio Nobel de física foi um dos experimentos científicos, feito pelo computador, mais intensivos já realizados.
 
Com a evolução da realização de pesquisas pelo camputador, acontecerá grande economia de tempo, dinheiro, e de materiais, principalmente no campo da química, uma vez que os pesquisadores podem testar composições em simulações, no lugar de nos laboratórios.
 
Por outro lado, o próprio Giam Giudice afirma que “Computadores ainda coexistem com os métodos antigos. Escrever uma fórmula no quadro negro me ajuda a pensar”.
 


Postado em 07/11/2013


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