Desatenção dos pais é principal causa de afogamento entre crianças, alerta Sobrasa
por Lyne Santos
 
Durante o verão, as piscinas costumam ser a melhor opção para aqueles que buscam se refrescar. No caso das crianças, brincar na água é uma das atividades preferidas, seja em casa ou no clube com os amigos. A princípio, a diversão parece inofensiva. No entanto, os constantes casos de acidentes divulgados pela mídia e as estatísticas mostram que quando o assunto são crianças x piscinas, a atenção e os cuidados devem ser redobrados. Dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) apontam que a segunda maior causa de mortes de crianças de 1 a 9 anos é o afogamento, sendo que 53% são registrados em piscinas. E, segundo a instituição, os principais culpados costumam ser os pais, que não devem perder os pequenos de vista.
 
"Os acidentes sempre acontecem em decorrência de desatenção dos pais ou no caso de piscinas coletivas de quem é reponsável pela segurança. Os pais são a defesa número 1 da criança, não devem deixar que elas se afastem do raio de ação deles, na distância de, pelo menos, um braço", afirmou o diretor da Sobrasa, Jeferson Vilela, que destaca a importância de um guarda-vidas em piscinas coletivas. Segundo ele, esse profissional deve estar devidamente preparado para atender as ocorrências. "Nem sempre essas piscinas (coletivas) são cobertas por guarda-vidas que, tenham formação voltada para o socorro. Há casos em que é o tratador da piscina ou o porteiro, que faz a função de guarda-vidas", destacou.
 
Além da presença de um profissional qualificado que tenha atenção geral a todos os usuários, também é fundamental que o local siga algumas normas de segurança, alertou Vilela. As regras são destinadas tanto às piscinas de uso coletivo, como as residenciais. "Ralos de antisucção, área delimitada para não haver circulação de crianças sozinhas, botão de emergência (para desligar a bomba que faz parte do filtro) e equipamentos de primeiros socorros com alguém habilitado são essenciais", detalhou o diretor. As determinações ainda não são impostas por lei mas, de acordo com Vilela, alguns municípios já estão criando as suas próprias legislações, enquanto não há uma lei em nível federal.
 
A questão dos ralos é uma das mais comentadas atualmente. Recentemente, foram divulgadas situações em que crianças ficaram presas por membros ou pelo cabelo e acabaram morrendo, vítimas de afogamento. "A simples colocação de uma tampa para proteger e a constante manutenção já seriam suficientes. É uma medida simples que não custa mais de R$ 50,00 e vai dar boa cobertura e segurança para retenção cabelos e partes do corpo", explicou o diretor, que também enfatizou a necessidade de isolar a área da piscina. "Em muitas casas, a piscina praicamente faz parte da área de lazer, não há proteção ou retenção que impeça a criança de estar sozinha. Isso, sem contar o desvio de utilização. Piscinas residenciais que são usadas para festas e acabam se tornando coletivas".
 
Fonte: A Tribuna 


Postado em 12/02/2014


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