Enfim, chegou o Ensino Médio!
A transição entre o Fundamental II e os anos finais da escola traz desafios e inseguranças.
Ajude o estudante a enfrentá-los
 
por Cynthia Costa 
 
A idade é crítica. O corpo está mudando, as relações sociais também, a autoestima não anda lá essas coisas. Para completar, agora ele tem de entender fórmulas, sistemas políticos e outros temas complexos - e com mestres nem sempre didáticos como os de antes. "O estudante entra simultaneamente no Ensino Médio e no auge da adolescência. Multiplicam-se os encontros com os amigos, as baladas e os colegas nas redes sociais, assim como as disciplinas e os professores na escola", resume Jaqueline Seviero, coordenadora do Ensino Fundamental II do Colégio Maxi, de Cuiabá (MT).
 
Mas essa mudança não será traumática se o adolescente contar com apoio externo. "É função da escola e da família amenizar a transição entre o Ensino Fundamental II e o Ensino Médio", ressalta o professor Carlos Walter Dorlass, diretor-geral do Colégio I.L. Peretz, de São Paulo, que segue um programa com medidas especiais para esse rito de passagem, como aulas com professores do 1º e 2º ano do Médio já no 9º ano.
 
Com a ajuda desses profissionais, selecionamos essa e outras estratégias que todos - aluno, pais e instituição de ensino - podem adotar para que a chegada do Ensino Médio não seja um bicho de sete cabeças.
 
1. Professores diferentes
Um truque adotado pelo Colégio Peretz que ajuda muito na adaptação dos alunos ao Ensino Médio são aulas ministradas por professores futuros já no 9º ano. "Fazemos essa introdução para que os alunos não estranhem o tipo de linguagem e já imaginem como serão as aulas no Ensino Médio", justifica o diretor-geral Carlos Walter Dorlass. Caso a escola de seu filho não adote essa prática, é uma boa sugestão para a próxima reunião de pais.
 
2. Primeiro passo para a escolha da profissão
Deixar para pensar no futuro profissional lá pelo fim do segundo ano do Ensino Médio pode tornar essa decisão afobada e mais assustadora do que deveria ser. Se bem atendida na escola, desde pequena a criança já vai conhecendo o imenso universo de profissões que existe hoje. "Trazemos ex-alunos que estão na universidade para falar sobre a vida no ensino superior, e outros que já entraram no mercado de trabalho para conversar com os alunos do 9º ano", conta o professor Carlos, do Peretz, que acredita ser esse o momento ideal para introduzir os alunos com mais afinco na questão. Assim, eles entram no Ensino Médio já formando objetivos na cabeça.
 
3. Rotina consciente
Os pais desempenham um papel importantíssimo na organização da rotina do adolescente, pois vivem em casa com ele e têm mais controle do que se passa. "O estudante precisa ser lembrado de que há tempo para tudo na vida: para a família, os amigos, o esporte, o lazer e, claro, os estudos", enfatiza a coordenadora Jaqueline Seviero. Para que tudo isso caiba na semana, a distribuição tem de ser pensada em família - cada uma, com base em seus princípios e estilo de vida, tem de avaliar o que é essencial e quanto tempo deve ser dedicado a ele, desde que haja, é claro, um mínimo de equilíbrio.
 
4. Compreensão dos pais
A coordenadora Jaqueline lembra que os adolescentes de 14-15 anos, faixa etária em que acontece essa transição, são uma "metamorfose ambulante" - mudanças bruscas de humor e tendência ao confronto são naturais e esperadas. Nesse contexto, mesmo que os conflitos sejam inevitáveis, os pais devem tomar cuidado com o exagero nas cobranças e nas "falas depreciativas", como define Jaqueline, que só ferem a sua autoestima e autoconfiança (mesmo quando eles parecem muito donos de si). É de compreensão que o adolescente mais precisa. Se tiver de criticar, fale das atitudes, nunca das características pessoais, por exemplo: "Fale mais baixo" em vez "Você parece uma gralha" e "Estude mais para ir bem na próxima prova" no lugar de "Você quer ser o burro da classe?".
 
5. Lição de casa dosada
"Nosso lema é ‘aula dada, aula estudada", diz a coordenadora Jaqueline Seviero, que acredita que as lições devam ser dosadas e o aprendizado em classe, muito bem administrado. Cabe aos professores - e aos pais, que devem ser vigilantes nesse sentido - não sobrecarregarem o jovem que acaba de chegar ao Ensino Médio, para que ele possa se adaptar, descansar e ter uma vida social - além de estudar autonomamente.
 
6. Conquista da autonomia
Ao mesmo tempo em que os pais e professores continuam desempenhando uma função importantíssima no desenvolvimento do jovem, a verdade é que, ao longo do Ensino Médio, ele ficará cada vez mais autônomo - e é imprescindível que isso aconteça, para que ele encare os desafios da maioridade sem tanto sofrimento. Assim, os adultos ao seu redor têm de orientá-lo e continuar dando limites, mas, ao mesmo tempo, abrir espaço para que ele tome decisões próprias e tome as rédeas, mesmo que não completamente, de seu destino. "No quesito profissão, por exemplo, os pais têm de dar liberdade, já que essa é uma escolha pessoal", frisa Carlos Walter Dorlass.
 
7. Metas claras são fundamentais
O Ensino Médio termina em uma das maiores provas (literalmente) da vida de qualquer pessoa: o exame para aprovação na universidade. Nada melhor do que se preparar para esse desafio aos poucos, com calma, mas sem perder de vista esse objetivo maior. Pais e professores podem e devem ajudar o adolescente nessa jornada entre o primeiro dia do Ensino Médio e a chegada ao curso superior: além do conteúdo a ser aprendido nesses anos e das dúvidas tiradas com professores (que devem estar abertos a isso), é importante que todos acreditem no sucesso do aluno em sua empreitada, apoiem-no e o ajudem a organizar a rotina de estudos, para que não haja desespero no final.
 


Postado em 12/02/2014


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