Você sabe o que é plágio?

A educação acadêmica tem exigido bastante de seus alunos em termos científicos

por José Emanuel Machado

Hoje, com a internet disponível a completamente toda a população mundial, é sabido que a quantidade de dados disponibilizadas na rede é intensa. Trabalhos acadêmicos, informativos como notícias, pesquisas, artigos e diversos conteúdos educacionais são postados e disponibilizados na maioria dos casos ao acesso público na rede.

Com isto, existem aqueles estudantes que sempre deixam seu trabalho para última hora ou encontra um conteúdo que pode destacar sua tese, TCC, etc. na faculdade e acabam tomando posse de alguma "tirinha" ou copiando "só uma linha" de algum artigo ou propriedade já publicada. Isso é considerado plágio! Como? O plagiador, que é o aluno que está copiando aquele artigo sem definir a fonte daquela propriedade, se sente o proprietário intelectual daquela ideia, daquela publicação, se citando como o criador daquela daquelas palavras, daquela descoberta, no qual acha que foi o seu espírito a fonte de conhecimento daquela publicação, o que na verdade não é.

É interessante observarmos que a educação acadêmica tem exigido bastante de seus alunos em termos científicos, o que acontece que a maioria dos alunos ingressantes não está se preparando para isto, devido na maioria dos casos o próprio colégio de origem preparar seus alunos para repetir ideias e não criá-las. Isto é um erro, pois a educação deveria formar desenvolvedores científicos, criadores de conteúdos, pesquisadores capazes de aprofundar-se no conhecimento e não repetir conhecimento.

Mas com a ideia que temos em pesquisas realizadas durante nosso curso, de Licenciatura em Computação, percebemos que as Tecnologias da Informação e Comunicação estão agora se integrando nas escolas de diversos setores sociais, o que pode permiti-las a preparar mais seus alunos a terem um espírito de pesquisador, chegando ao ensino superior propondo ideias inovadoras sem ferir os direitos autorais de muitos autores.

É fundamental uma disciplina nesta metodologia de ensino quando no ensino médio, pois com a internet explodindo de conteúdos acadêmicos, esses alunos precisam a aprender a citar fontes de autores e com isso propor problemas, justificando-os e apresentando até mesmo correções a estes, propondo complementações e buscando novas soluções. Podemos perceber hoje que sem a falta desta disciplina, muitos alunos buscam recursos de cópias em sites que se dizem educacionais no qual disponibilizam trabalhos dos mais variados níveis para que ele copie ou altere algumas palavras ou certos parágrafos e deixem de citar autores, tornando apenas buscadores de conhecimento plagiadores. Com isto, estes se tornam desinteressados pelas pesquisas, pois sabem que o "pai dos burros" está ali disponível com milhões de ideias e trabalhos prontos, talvez para serem copiados.

Mas engana-se quem pensa que o professor ira apenas "jogar no Google" para buscar seu trabalho. Com o plágio em ação, diversos softwares estão disponíveis para a busca de citações ou ideias sem a autorização/reconhecimento do autor. E as universidades têm pensado sério sobre este problema. Muitas têm buscado recursos tecnológicos até mesmo de outro país para a rápida detecção de cópias de trechos ou parágrafos, pois se preocupam com os diretos autorais dos autores, entendem que plágio é crime e sabem da gravidade diante de situações como esta.

Claro que hoje em dia é difícil de criar algo, mas é direito do autor da obra a sua citação, o seu reconhecimento. Os alunos precisam entender que é possível que, se unirmos ideias de autores citando-os em nossos artigos, podemos desenvolver soluções capazes de sermos reconhecidos pelo nosso trabalho, pois estaremos ali, pesquisando com foco em resultados se utilizando de ideias já desenvolvidas, com benefício muita das vezes para a sociedade e ter um registro belíssimo sobre nosso trabalho.

Mas, acredito que para isso não se deve apenas depender do aluno, mas da instituição, do incentivo a não praticar, das mudanças nas escolas em preparar seus discentes para pesquisar e não se aproveitar de pesquisas já concluídas, de torna-los cada vez mais curiosos em um século das mudanças intensas das Tecnologias da Informação e Comunicação, que exige preparo, exige do professor e de toda a escola o domínio de ferramentas capazes de modificar o espírito seja do primeiro grau ao terceiro grau do discente. Não só exigir, mas preparar e começar a desenvolver novas ideias.

Lei que trata de Propriedade Intelectual: LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998. 

Reportagem que foi a base parcial para o desenvolvimento do conteúdo proposto:
http://oglobo.globo.com/educacao/faculdades-se-blindam-contra-plagio-5420954

Fonte: Portal Educação 


Postado em 21/08/2014


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