Comportamento: Você é resiliente?
Capacidade de se manter sereno diante de uma situação de estresse é fundamental atualmente
 
por Sam Shiraishi
 
A resiliência é um conceito psicológico emprestado da física, definido como a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas sem entrar em surto psicológico. Eu já comparei esta “habilidade ninja” com o que a gente ganha ao se tornar pai e mãe:
 
Saber atuar sob pressão, responder rapidamente em momentos de crise, demonstrar criatividade e encontrar soluções mesmo com poucos recursos são apenas algumas das muitas habilidades que ganhamos quando temos filhos. Descobrimos um novo jeito de ser e, principalmente, de reagir ao mundo à nossa volta.
 
Algumas pessoas nem precisam ter filhos. Nascem sendo resilientes. Mas quem não tem isso, pode aprender, sabiam?
 
Com boa vontade, acredito que podemos exercitar e aprimorar a resiliência. Se naturalmente ela permitiria que algumas pessoas fossem capazes de utilizar as pistas que leem nas outras pessoas para reorientar o comportamento, promovendo a autorregulação, imaginem se a gente exercitar conscientemente? Podemos reduzir muitos problemas cotidianos. Afinal, a capacidade de se manter sereno diante de uma situação de estresse é apenas uma das vantagens que o comportamento resiliente traz.
 
Quer ver se você é um deles? Veja outras características fariam parte do comportamento resiliente:
 
Controle de impulsos: a capacidade de regular a intensidade de seus impulsos no sistema neuromuscular (nervos e músculos). É a aprendizagem de não se levar impulsivamente pela experiência de uma emoção.
 
Otimismo: a resiliência traria a crença de que as coisas podem mudar para melhor. Há um investimento contínuo de esperança e, por isso mesmo, a convicção da capacidade de controlar o destino da vida, mesmo quando o poder de decisão esteja fora das mãos.
 
Análise do ambiente: capacidade de identificar precisamente as causas dos problemas e das adversidades presentes no ambiente. Essa possibilidade habilita a pessoa a se colocar em um lugar mais seguro ao invés de se posicionar em situação de risco.
 
Empatia: significando a capacidade que o ser humano tem de compreender os estados psicológicos dos outros (emoções e sentimentos)(colocar-se no lugar do outro).
 
Autoeficácia: convicção de ser eficaz nas ações propostas.
 
Alcançar pessoas: a capacidade que a pessoa tem de se vincular a outras pessoas para viabilizar soluções para intempéries da vida, sem receios e medo do fracasso. Quando essa habilidade é rudimentar, as pessoas encontram dificuldades para cultivar vínculos e com frequência desgastam, no âmbito emocional, aqueles com quem convivem em família ou no trabalho.
 
A coach e e coautora do livro “Coaching na Prática – Como o Coaching pode contribuir em todas as áreas da sua vida”, Bibianna Teodori, lista 7 passos para aumentar a resiliência:
 
1) Mantenha o foco no futuro. Olhe para frente e não se prenda ao passado.  
 
2) Mantenha-se motivado. Lute por seus sonhos e objetivos. Quem trabalha por seus ideais não tem tempo para chorar mágoas.
 
3) Invista em seus relacionamentos. Eles são uma grande fonte de apoio e de encorajamento.
 
4) Mude o hábito de colocar defeito nas coisas e de ver apenas o que as pessoas têm de pior. Combata o costume de ter uma opinião formada sobre tudo.  
 
5) Redescubra as coisas que lhe dão prazer. Fique atento as suas necessidades. Cuide de sua mente, de seu corpo e de sua saúde.
 
6) Fique atento às necessidades dos outros. Contribuição e compaixão aumentam a resiliência.  
 
7) Resiliência não é rejeitar ou ignorar as emoções negativas, mas apenas não permitir que elas controlem você. Fique atento!
 
P.S. Será a Resiliência a ferramenta para educação de qualidade? Um livro de Ana El Achkar tem este título e me deixou curiosa. E outro estudo brasileiro sobre o tema teve como foco os professores de Ensino Fundamental. George Barbosa estudou a Resiliência em professores do ensino fundamental de 5ª a 8ª Série, tema que foi parte de sua tese de Doutorado em Psicologia Clínica, pela Pontifica Universidade Católica de São Paulo, em 2006. Ele é um dos fundadores da Sobrare, Sociedade Brasileira de Resiliência, que promove um Congresso sobre o tema em novembro. 
 


Postado em 18/09/2014


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