O que fazer depois do Ensino Médio
Com o fim do Ensino Médio, os caminhos para o adolescente são mais variados do que se imagina.
Veja quais opções existem além da faculdade
 
Por Cynthia Costa
 
O que fazer no primeiro ano depois do fim do Ensino Médio? Parece que a trajetória já está traçada: o jovem termina o Ensino Médio, presta o vestibular, ingressa na universidade, procura um estágio e pronto - foi dada a largada para a sua vida profissional. Mas esse passo a passo aparentemente óbvio nem sempre é o ideal. É preciso avaliar caso a caso: pode ser que o adolescente se beneficie de um intervalo entre a escola e o curso superior ou, dependendo da situação familiar, que a entrada para o mercado de trabalho seja a melhor opção no momento.
 
O importante, porém, é que esse rito de passagem não passe em branco - mesmo que não mude de cidade para estudar ou estreie a carteira profissional, o jovem deve ganhar mais deveres. A maioridade, afinal, traz responsabilidades. "Muitos pais costumam proteger os adolescentes da parte chata da vida, por isso eles acabam ficando infantilizados", observa Claudia Vidal Affonso, psicóloga e psicanalista de São Paulo. "E faz parte da adolescência só querer a parte boa: a liberdade trazida pela idade, mas não as obrigações", completa.
 
E quais seriam essas obrigações? Usar o carro para fazer um favor para os pais e não só para passear com os amigos é um exemplo. Ajudar na arrumação da casa é outro. Mas, certamente, o maior de todos - e mais assustador - não dá para driblar: a escolha da profissão.
 
Bem, não dá para driblar, mas é possível (e muitas vezes recomendável) esperar um pouco para que essa decisão seja bem tomada. Um ano de intervalo entre o Ensino Médio e a faculdade não é nenhuma tragédia, longe disso - pode ser o tempo necessário de que o adolescente precisa para amadurecer um pouquinho mais e encarar o curso superior com mais seriedade. Dependendo do perfil e do grau de maturidade do seu filho, veja opções do que ele pode fazer de diferente no temido "ano seguinte".
 
Cursinho: revisão geral
Não passar de primeira no vestibular não deve ser considerado um fracasso - pelo contrário, muitas vezes é a oportunidade de o jovem refletir por mais tempo sobre o que quer fazer e encarar uma rotina diferente da que vinha levando. No cursinho, os professores são mais ausentes e os colegas, mais focados e competitivos, o que permite que o adolescente desenvolva mais força de vontade e autonomia. Além disso, como ele já terá 18 anos, pode se deslocar sozinho durante esse ano, ganhando independência inclusive dos pais, o que também é bastante saudável. Uma boa dica é deixá-lo ir sozinho, de carro ou transporte público, para as aulas.
 
Viagem para o exterior: uma pausa
Muitos adolescentes sonham com uma temporada fora do país e, assim que acabam Ensino Médio, podem ter o momento ideal para realizar esse desejo. "Os pais têm de avaliar o grau de maturidade do filho. Se ele já sabe se virar bem, a viagem pode ser muito benéfica", argumenta a psicanalista Claudia Vidal Affonso. "Mas, se as situações dessa nova rotina longe dos pais ainda forem muito distantes da realidade dele, a experiência pode ser traumática", ela alerta. Atrasar um pouco o ingresso na faculdade, avessamente ao que se pode imaginar, pode ser muito bom: o adolescente reflete mais sobre a escolha de carreira e, longe do ambiente cheio de pressão da escola e do cursinho, pode encontrar a calma necessária para fazer uma boa prova no vestibular.
 
Trabalho: mãos à obra
Para muitos jovens, a entrada no mercado de trabalho não é uma escolha: desde bem cedo, eles ajudam os pais na renda familiar. Nesse caso, nem sempre ir para a faculdade logo após acabar o Ensino Médio é a melhor opção. Se uma profissão já foi aprendida em um curso técnico, o jovem pode esperar alguns anos para estudar com calma e entrar em uma boa faculdade - também verá quais rumos tomam a sua carreira. O trabalho, mesmo que seja um estágio, também é uma ótima ideia para adolescentes que até querem fazer faculdade, mas não gostam muito de estudar. Trabalhando desde cedo, eles entenderão o valor do aprendizado e ganharão senso de responsabilidade.
 
Pesquisa: muita calma nessa hora!
Isso é algo que todos devem fazer no último ano do Ensino Médio ou no seguinte, com mais tempo e tranquilidade. O número de profissões hoje é vasto, e há novos cursos superiores específicos que abarcam tendências mundiais, como Gestão do Meio-Ambiente e Tecnologia e Mídias Digitais. "Com o apoio da família, o adolescente deve pesquisar as carreiras que existem, visitar faculdades e feiras de profissões, analisar as grades curriculares e, principalmente, conversar com profissionais já experientes", recomenda Paula Biscaro, psicóloga clínica e orientadora vocacional de São Caetano (SP). Assim, o jovem fará uma escolha mais consciente antes de prestar vestibular.
 


Postado em 28/10


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