Enem 2014: O conteúdo foi o "xis" da questão
Provas consolidaram tendência de apostar em temas aprofundados do Ensino Médio,
e não apenas na interpretação de enunciados
 
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014 consolidou a tendência constatada nos últimos quatro anos de priorizar os conteúdos do ensino médio, e não só a interpretação de texto. A análise é dos professores que corrigiram e comentaram a prova a pedido da Gazeta do Povo. O período coincide com a implantação do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que utiliza a nota do Enem para ingresso em instituições de ensino superior.
 
Um exemplo foi a prova de matemática. “O aluno não consegue mais resolver tudo por ‘regra de três’. Existe um conhecimento matemático por trás da questão que privilegia o aluno que está estudando esses conceitos”, avalia o professor Eder Miotto, do Colégio Marista Santa Maria. Se essa cobrança aumenta a dificuldade, a prova “pegou leve” ao cobrar temas como razão e porcentagem, ensinados nos anos finais do ensino fundamental, conforme explica a professora Edilaine Peracchi, também do Santa Maria.
 
Questões de mecânica, eletricidade, termologia e ótica apareceram na prova de física. “Das 14 questões puramente de física, em apenas uma bastava que o aluno interpretasse o enunciado para chegar à resposta”, comenta o professor Roberto Berro, do Colégio Bom Jesus. Aspecto semelhante teve a prova de filosofia, na área de humanas, na qual temas como a cultura grega apareceram com destaque, conforme aponta o professor Rafael Hauer, do Curso Dom Bosco.
 
Mesmo com este foco “conteudista”, o Enem segue com sua tradição de priorizar conhecimentos da atualidade em todas as áreas. Em biologia, por exemplo, questões de identificação de grupos sanguíneos e de ecologia conviviam lado a lado. Para o professor Geraldo Sobrinho, do Bom Jesus, o Ministério da Educação (MEC) não quer só testar o conteúdo, mas a interpretação prática que o aluno faz disso em seu dia a dia.
 
A escolha dos textos e imagens de apoio para as perguntas foi elogiada pelos professores de biologia, inglês, história, geografia, filosofia e língua portuguesa. Nesta última, o destaque ficou para a escolha de diferentes gêneros textuais, o que forçou o estudante a “buscar na bagagem tudo que aprendeu no ensino médio”, segundo a avaliação da professora Gisele Thiel Della Cruz, do Colégio Sion.
 
O tema da redação, “Publicidade infantil em questão no Brasil”, pegou de surpresa muitos estudantes. No entanto, a professora Francinne de Oliveira Lima Kohls, do Colégio Sion, lembra que o tema esteve em pauta neste ano, quando saiu uma resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) limitando a mídia voltada à publicidade infantil. “E o Maurício de Souza [cartunista, criador da Turma da Mônica] se pronunciou contra”, comenta a professora, o que levantou polêmica nas redes sociais.
 
Fonte: Gazeta do Povo (PR)


Postado em 11/11/2014


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