Prova da Fuvest foi difícil e trabalhosa, afirmam professores
Dificuldade na prova de física e questões interdisciplinares chamaram atenção
 
Da redação
 
A Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest) realizou neste domingo (30), a primeira fase do processo seletivo 2015 da instituição, que seleciona alunos para 11.057 vagas dos 249 cursos da USP e para 120 vagas do curso de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.
 
 
 
A prova, que teve 90 questões de multipla escolha, foi considerada trabalhosa, difícil, mas bem feita, de acordo com o professor e diretor pedagógico do cursinho Oficina do Estudante, Célio Tasinafo. "Foi uma prova esperada da Fuvest, de nível difícil. Essa é uma prova muito boa, realmente seletiva, que aprova apenas o candidato que realmente estudou", diz o direitor.
 
O coordenador do cursinho Anglo Vestibulares, o professor Luis Ricardo Arruda, também achou a primeira fase da Fuvest foi bem difícil. Principalmente as questões de física. "Toda a prova foi difícil, mas as questões de física estavam muito mais difíceis que nos outros anos. Química também chamou atenção pela complexidade, com perguntas que cobravam experimentos", afirma. 
 
Para Célio, o que mais chamou atenção na prova de física, foi a contextualização das questões. "Os alunos sempre se perguntam: 'mas para que serve aprender isso?' e hoje a Fuvest mostrou, com perguntas próximas a realidade dos alunos. Como, por exemplo, uma questão sobre pressão que falava de uma panela de pressão", comenta Célio.
 
O professor também considera que as questões de linguagens podem ter assustado os estudantes que não estavam preparados. "Quem não leu as obras pedidas, quem não as estudou, não conseguiu responder essa prova. As questões não perguntavam diretamente sobre o enredo, faziam comparações entre as obras, o que dificultava a resposta", afirma o diretor pedagógico.
 
Luis Ricardo Arruda comenta que a prova de matemática foi menos difícil para o candidato que estudou de tudo, quem focou em uma ou outra matéria, se deu mal: "matemática cobrou de tudo. A prova de geografia também foi bem abrangente e de fato cobrou conhecimento da matéria e não apenas interpretação de texto, como questões sobre placas tectônicas e migração", diz o coordenador. 
 
Questões interdisciplinares
Outra questão que chamou muito a atenção dos profesores do cursinho Oficina do Estudante, foram as questões interdisciplinaes. "A Fuvest realmente colocou na prova esses tipos de questões. Não eram perguntas que apenas contextualizavam um asunto, elas realmente pediam mais de uma matéria para ser resolvida", explica o diretor Célio Tasinafo.
 
Como uma questão sobre a obra Memória de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida. A pergunta se referia ao livro e as mudanças históricas que ocorrem no Brasil na época em que a obra foi escrita. "O candidato precisava ter lido o livro, saber em que época ele foi escrito e ter conhecimento sobre a história do Brasil", diz o diretor.
 


Postado em 01/12/2014


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